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A história do jingle Rocambole Pullman

22 de maio de 2020
O livro “Jingle é a alma do negócio”, do professor Fábio Barbosa Dias, conta a história do jingle do rocambole Pullman, lançado em 1977. O livro vem acompanhado de um CD com os 150 mais famosos jingles de todos os tempos.

“Um amigo do jinglista Archimedes Messina que trabalhava na agência de propaganda que atendia a conta do fabricante o procurou na Sonotec e solicitou que ele criasse um jingle para a campanha de lançamento. Ao começar a trabalhar na peça, Messina percebeu que a sonoridade das duas últimas sílabas do nome do produto poderia render uma brincadeira musical. Talvez, inconscientemente, o que o levou a isso foi a “Dança do bole-bole”, de João Roberto Kelly, muito tocada nos bailes de Carnaval, cuja letra perguntava: “Gatinha que dança é essa/Que o corpo fica todo mole?”. E respondi: “É uma dança nova/Que tem bole bole bole bole…”

É ou não é um prato cheio como referência para vender rocambole? E Archimedes soube utilizá-la com maestria, chamando atenção para o nome do produto e repetindo-o diversas vezes, como é desejável no caso de um lançamento, sem, no entanto, transformar o jingle em algo chato – pois a brincadeira com o “bole, bole, bole” tornava o sambinha agradável e divertido de ouvir. E o mais importante: criando algo original, sem nenhuma alusão melódica, harmônica ou lírica à canção já existente”

Um dos charmes do rocambole era a faquinha que acompanhava o produto. A Pullman deixou de fabricá-los em 2016.

Ouça agora a versão do jingle do Rocambole Pullman cantada pela banda Bek e os Tio de Fusca, especial para o “Você é Curioso?” (23/05/2020)

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