Em 1996,  a agência DM9DDB recebeu o pedido para a criação de uma campanha para o leite Parmalat. O criativo Erh Ray lembrou de fotos de um livro do fotógrafo americano Tom Arma nas quais crianças foram clicadas vestindo fantasias de animais. Ray entrou em contrato com o profissional e negociou os direitos. Criou a campanha com crianças vestindo exclusivamente fantasias de mamíferos.

A equipe da produtora MCR preparou a trilha para os comerciais de TV. César Brunetti, Maurício Novaes, Sérgio Mineiro e Sérgio Campanelli criariam jingles que se transformaram em verdadeiros ícones para crianças e adultos. “Esses jingles são excelentes exemplos do quanto a música para a publicidade torna-se arte e se insere como elemento de cultura popular quando é bem-feita”, afirma o professor Fábio Dias, autor do livro “Jingle é a Alma do Negócio“.

A coleção de pelúcias teve 21 mamíferos 

A promoção das pelúcias da Parmalat começou em novembro de 1997 e era para durar apenas três meses. Mas o sucesso foi tão grande que ela acabou estendida até outubro de 1998. Eram pelúcias de 21 mamíferos importadas da China.

PELÚCIAS DA PARMALAT

Para conseguir uma, o cliente precisava apresentar 20 códigos de barra de produtos da empresa italiana e pagar ainda 8 reais. A Parmalat calcula ter trocado vendido 15 milhões de unidades dos bichinhos. A estimativa inicial era distribuir 300 mil.  O salto na venda das caixas de leite foi de R$ 38 milhões para quase 2 bilhões por ano.