O Tribunal Internacional de Crimes de Guerra, instalado pelas Nações Unidas, fica em Haia, na Holanda. A pena máxima para um crime é a prisão perpétua. Conheça os principais julgamentos de ex-chefes políticos depois da Segunda Guerra Mundial:

Tribunal de Nuremberg (1945-1946)
Apenas 3 dos 22 chefões nazistas jurados em Nuremberg conseguiram a absolvição. Doze morreram na forca, 3 pegaram prisão perpétua (incluindo Rudolf Hess) e 4 foram sentenciados a penas que variaram de 10 a 20 anos de cadeia. O julgamento teve grande importância porque conseguiu levantar diversas evidências-chave sobre o genocídio de judeus e ciganos nos campos de concentração nazista por meio de interrogatórios. Um dos principais depoimentos foi o de Rudolf Hess, comandante do campo de Auschwitz. Também foram ouvidas diversas vítimas do Holocausto e exibidos documentários sobre o morticídio na Alemanha.

Processos de Tóquio (1948)
Um tribunal militar acusou 25 figurões do governo japonês de ter levado o país à Segunda Guerra, e de cometer atrocidades durante o conflito. Sete foram condenados à forca, entre eles o primeiro-ministro Hideki Tojo, executado em dezembro de 1948.

Adolf Eichman (1961)
Oficial da SS, Eichmann foi um dos organizadores da deportação e execução em massa de judeus na Segunda Guerra. Seqüestrado na Argentina por um comando israelense, foi julgado em Jerusalém e enforcado em 1962.

Junta Argentina (1965)
Cinco comandantes da ditadura militar (1976-1983) foram condenados a penas variadas de prisão por assassinatos e torturas durante a “Guerra Suja”, na qual morreram 30 mil argentinos. O presidente Carlos Menem indultou os 5 em 1990.

Klaus Barbie (1987)
Chefe da Gestapo no sul da França, o “carniceiro de Lyon” foi responsável pela morte de 4 mil pessoas, inclusive do herói da residência francesa Jean Moulin, a quem torturou pessoalmente. Barbie viveu na Bolívia até ser extraditado em 1983 para a França, onde pegou prisão perpétua. Morreu em 1991.