No final do século 19, a disputa entre as grandes potências econômicas pela supremacia na Europa cresceu e os países começaram a estabelecer alianças para garantir seus interesses. O chanceler alemão Bismarck fez um pacto com a Áustria e a Itália que foi batizado de Tríplice Aliança. Com ele, os alemães pretendiam diminuir o poderio da França e assumir o domínio do Marrocos, na época uma colônia francesa. A França revidou selando um acordo com a Inglaterra e a Rússia, que ao lado da Sérvia e da Bósnia já disputava com os austríacos a região dos Bálcãs. A união dos países ficou conhecida como Tríplice Entente.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O estopim da Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húnagro, por um jovem estudante sérvio, Gravrilo Princip, ligado ao grupo terrorista Mão Negra. O fato aconteceu no dia 28 de junho de 1914, na cidade de Saravejo, capital da Bósnia-Herzegovina. O grupo terrorista-nacionalista sérvio era contra a presença austríaca na região.

A Áustria acusou a Sérvia de ser cúmplice do caso e declarou guerra ao país. Os russos apoiaram os servos por causa da relação estabelecida na questão dos Bálcãs. Já os alemães ficaram do lado dos austríacos por causa da Tríplice Aliança. E todos os países que possuíam alianças comerciais com as duas partes envolvidas no conflito foram, aos poucos, entrando na guerra. O único a mudar de lado foi a Itália, que ficou neutra até 1915 e depois se tornou aliada da Tríplice Entente.

A banda indie escocesa “Franz Ferdinand” emprestou seu nome do arquiduque assassinado. Os integrantes da banda disseram em entrevista à revista “Is this Music?” que a escolha foi feita porque eles gostaram “do som do nome”. Outro fator envolvido foi a possibilidade de um dia se tornarem famosos a ponto do nome “Franz Ferdinand” tornar-se mais conhecido como o nome da banda de rock do que como personagem histórico.

Os livros “Nada de Novo no Front”, do escritor alemão Erich Maria Remarque, e “Adeus às Armas”, de Ernest Hemingway, ambos de 1929, foram inspirados pelo conflito. O escritor alemão participou da guerra entre junho e julho de 1917. Ferido no final de julho, passou o resto da guerra em um hospital militar na Alemanha. Depois, foi perseguido pelo nazismo e estabeleceu-se nos EUA em 1939. O filme homônimo, baseado na obra de Remarque, foi lançado em 1930. A produção dirigida por Lewis Milestone acabou levando os prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor na cerimônia do Oscar de 1930.

Em 1917, o escritor norte-americano Ernest Hemingway tentou entrar para o Exército dos EUA como voluntário, mas foi reprovado no exame de vista.  Hemingway conseguiu então um posto como motorista da Cruz Vermelha. No dia 8 de julho de 1918, seu veículo foi atingido por um morteiro austríaco e Hemingway foi ferido nas duas pernas. Durante sua recuperação em um hospital da Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes von Kurowsky, 7 anos mais velha do que ele. O romance não sobreviveu à volta de Hemingway para os EUA, mas a experiência inspirou o livro “Adeus às Armas”, lançado em 1929.

No dia 11 de novembro de 2008, foi realizada uma cerimônia solene na cidade de Douaumont, na França. A cidade serviu de cenário para a “Batalha de Verdun”, na qual morreram cerca de 300 mil soldados em 300 dias de combate entre os exércitos da Alemanha e da França. Entre os presentes estavam o presidente francês Nicolas Sarkozy, o príncipe Charles, da Inglaterra, e os 3 últimos soldados britânicos sobreviventes do conflito.

Os últimos sobreviventes de nacionalidade francesa (Lazare Ponticelli, 110) e alemã (Erich Kastner, 107) morreram no início de 2008. Nascido na Itália, Lazare Ponticelli ganhou sua nacionalidade francesa ao ingressar na Legião Estrangeira.

Dos 65 milhões de homens mobilizados nos combates, calcula-se que 8,5 milhões morreram e 21 milhões ficaram feridos.

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