Antes da Primeira Guerra Mundial, as mulheres mais pobres praticamente não tinham formação intelectual. Quando seus maridos iam às guerras, restava-lhes a incumbência de manter o lar. Para isso, se empregavam como domésticas em residências mais ricas. 

As domésticas não eram remuneradas regularmente. Recebiam retribuições esporádicas, sujeitas a descontos, caso quebrassem alguma louça ou estragassem as roupas. As jornadas de trabalho, até meados do século XX, eram ilimitadas. 

Na Europa era reservado à empregada doméstica o último andar das residências, o mais frio e sem acesso ao aquecimento. Muitas morriam de tuberculose. 

Muitas tinham, entre suas funções, iniciar os garotos da casa na vida sexual. Também eram assediadas pelos patrões. 

Algumas, muito queridas pelos patrões, ganhavam dotes em ouro para poder “comprar” um marido. Em geral, esses maridos eram operários em má situação financeira.