Cerimônias de abertura das Copas já tiveram pontapé-inicial da Rainha da Inglaterra e até gafe de Diana Ross

12 de junho de 2014

O jogo inaugural da Copa do Mundo sempre leva o torcedor ao sofá uma hora antes de a bola rolar. A expectativa gerada pela espera de 4 anos é saciada no pontapé inicial do torneio. Na abertura, cantores, músicos e bailarinos transformam o gramado em um palco, forrado de danças, bandeiras e particularidades do país anfitrião. Mesmo antes de o jogo começar, a tão aguardada Copa se inicia naquele momento.
De 1930 a 1954, o jogo de abertura não tinha importância. Em algumas edições sequer houve um. Em 1930, no Uruguai, dois jogos aconteceram simultaneamente, nenhum deles com o anfitrião. Na Copa seguinte, em 1934, oito partidas foram disputadas ao mesmo tempo. Na Copa de 1950, o Brasil fez a abertura. Mas, em 1954, os suíços viram França x Iugoslávia. Nas duas Copas seguintes, em 1958 e 1962, o país-sede voltou a ter a honra de abrir a competição.
Mas foi só a partir de 1966, na Copa da Inglaterra, é que o primeiro jogo do Mundial ganhou ares de festa. Na abertura da Copa, o pontapé-inicial foi dado no Estádio Wembley pela rainha Elizabeth II, então com 40 anos. Em vez de grandes estrelas, garotos entraram com bandeiras representado os países participantes, diante de uma plateia de 87.148 pagantes, que acompanharam o empate por 0x0 entre Inglaterra e Uruguai.
Acompanhe do 7:29 aos 12 minutos:

Na Copa seguinte, em 1970, a abertura não mudou muito, somente o número de pessoas: 107.160 torcedores. No Estádio Azteca, meninos desfilaram os estandartes das 16 nações participantes e depois balões cheios de gás saíram voando pelos céus. No campo, novamente um empate: México 0x0 União Soviética.

A abertura da Copa de 1974, disputada na Alemanha, aconteceu no Estádio Olímpico de Berlim. Foi a primeira forrada de coreografias e músicas.  Dentro das 16 bolas gigantes espalhadas pelo campo, havia um grupo de pessoas vestindo trajes típicos de cada país participante. A polonesa Maryla Rodowicz cantou a música “Fútbol”, hino oficial da Copa. Outra novidade da Copa de 1974: o campeão da edição anterior teria a honra de disputar o jogo inaugural. Por isso, o Brasil, campeão em 1970,  estreou empatando com a Iugoslávia por 0x0 (mais um!!!). Essa tradição foi mantida até 2002.

Em 1978, pela primeira vez nas Copas, pombas da paz foram soltas. O Estádio Monumental, casa do River Plate, recebeu 67.579 pagantes.

Em 13 de junho de 1982, 96.000 pessoas lotaram o Camp Nou, estádio do Barcelona. A abertura ficou marcada por um truque especial. Num toque mágico, um garotinho espanhol sacou uma pomba de dentro de uma bola. No campo, a Argentina foi derrotada pela Bélgica por 1 x 0.

Depois de 16 anos, a abertura da Copa voltava ao mesmo estádio em que o Brasil foi tricampeão em 1970. Com o “padrão FIFA” já em funcionamento, a capacidade do Estádio Azteca foi reduzida para 96 mil torcedores, que viram o empate (mais um!) entre Itália e Bulgária.

Na Copa de 1990, contra Camarões, os argentinos sofreram um gol aos 27 minutos do 2º tempo e não conseguiram reverter. Os italianos que lotaram o San Siro, estádio do Milan, festejaram bastante, já que Diego Maradona era jogador do Napoli, o melhor time italiano da época. O ponto alto da festa foi a despedida da bola, florida como uma capa de disco dos Beatles, que voou pelos céus de Milão junto com outros artigos. Curiosamente, havia mais gente na abertura do que na final daquele Mundial – a festa foi realmente boa.

Em 1994, a população norte-americana estava muito animada com a Copa do Mundo. O país vivia uma espécie de namorico com o “soccer”. Naquela época, na terra de Mia Hamm, o esporte era majoritariamente praticado por mulheres. A atração principal da festa seria Diana Ross que, com um arranque típico ao estilo “Baixinho Romário”, correu para bater um pênalti, errou e a trave caiu – situação típica de um filme americano. A música “I’m Coming Out” misturou-se aos risos de 63.117 fãs que presenciaram a trapalhada no Soldier Field, em Chicago. No campo, a Alemanha venceu a Bolívia por 1×0.

A gafe de Diana Ross:

A abertura da Copa de 1998 pode ser considerada um plágio do Mundial de 1990. Flores formaram um jardim no Stade de France, o mesmo que sediou a derrota brasileira para a França, de Zidane, na final. No dia 10 de junho, 80.000 pessoas assistiram ao florescimento de uma Seleção Brasileira que sentiria o outono chegar um mês depois da abertura. O primeiro gol-contra em estreias de Copa do Mundo foi marcado neste dia. Tom Boyd, zagueiro escocês, fez o gol que determinou a primeira vitória brasileira naquela Copa (2×1). O primeiro gol foi marcado por César Sampaio.
Acompanhe dos 7 aos 19 minutos:

Em 2002, os coreanos esbanjaram tecnologia em 30 minutos de abertura. Com um show de pirotecnia, coreografia e figurino, é considerada uma das aberturas mais impressionantes de Copas do Mundo. A festa foi bonita, mas os franceses saíram tristes. Os senegaleses deram a primeira demonstração do que estavam por fazer naquele Mundial. Com uma plateia de 62.561 torcedores, Senegal aplicou 1×0 na então campeã do mundo. Curiosamente, esta foi a única Copa do Mundo que começou em um país e terminou em outro, já que a sede foi dividida entre Coreia do Sul e Japão.

Há quem diga que Pelé é pé-frio. Só que ele trouxe sorte para a Alemanha na estreia da Copa de 2006. O “Rei do Futebol” levou a taça para o centro da Allianz Arena, em Munique, e a mostrou para 66.000 pessoas. A cerimônia consistiu em homenagens aos países que já haviam sido campeões do mundo, levando jogadores antigos de volta ao campo de jogo. Os alemães, donos da casa, venceram a Costa Rica por 4×2. O país anfitrião voltou a disputar a partida inaugural da Copa porque os campeões mundiais deixaram de ter vagas automáticas no Mundial seguinte.

A Copa de 2010 teve uma abertura peculiar. No jogo de estreia,  África do Sul 1×1 México, Shakira não cantou. A festa aconteceu um dia antes, em Joanesburgo, com shows de diversos cantores, incluindo a colombiana e o grupo Black Eyed Peas. A ausência da mulher do espanhol Piqué desestimulou os Bafana Bafana, que acabaram somente empatando aos olhares de 84.490 pessoas, no Soccer City. Se não houve grupos estrangeiros, a cultura africana foi valorizada com trajes e canções típicas na real abertura daquele Mundial.

Em 2014, a abertura ficará a cargo da coreógrafa belga Daphné Cornez. Cerca de 600 bailarinos representarão três aspectos típicos do Brasil: natureza, futebol e as pessoas. A música “We Are One” será cantada por Claudia Leitte, Pitbull e Jennifer Lopez. Como diz Claudia Leitte na canção oficial da Copa, “não importa o resultado, vamos extravasar.”

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2 Comentários

2 Comentários

  1. Cristie

    Quando eu ouvi a musica-tema e depois a festa de abertura, pensei: O Brasil tem que superar !! Que pena! A pior abertura de todos os tempos, e o tema, então…sem comentários…Tomara que o futebol não deixe a desejar…

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  2. Cristie

    Ah, em tempo: meu comentário foi comparando Africa do Sul e Brasil…

    Responder

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