O romance policial mais vendido de todos os tempos foi lançado pela escritora Agatha Christie na Inglaterra em 6 de novembro de 1939. O nome escolhido, “O caso dos dez negrinhos” (“Ten Little Niggers”), tem a ver com um poema publicado no livro.

Ao ser lançado nos Estados Unidos no início de 1940, com medo do tom pejorativo e ofensivo que “niggers” tinha por lá, a editora mudou o título para “E não sobrou nenhum” (“And There There Where None”), que são as últimas palavras do poema.
Para enfrentar os crescentes problemas de discriminação racial, os ingleses seguiram o mesmo caminho e mudaram o título do livro nos anos 1980. E, por exigência da família de Agatha Christie, outros países adotaram novos títulos. No Brasil, a Editora Globo optou por “E não sobrou nenhum”. Mas, a título de curiosidade, uma adaptação do livro para o cinema recebeu o nome de “O vingador invisível“.

Em Portugal, o livro foi lançado em 1948 com o título de “Convite para a morte”. Os franceses finalmente mudaram o nome do livro “Os dez negrinhos” (“Dix petits négres”) no ano passado. Ele passou a se chamar “Eles eram dez” (Ils étaitent dix”).
A mudança não aconteceu apenas no título, mas também no miolo. A Ilha do Negro passou a se chamar Ilha do Soldado. As estatuetas dos negrinhos também viraram soldadinhos.

Só acho que deveria ter sido mais criativos para dar um novo nome ao livro. Você só vai saber que “não vai sobrar nenhum” no final do livro, então isto é um tremendo spoiller.
Exato!!! Descobri há pouco tempo a mudança de nome- minha mãe tem um exmplar de quando ainda era o nome original. Esse foi um dos livros que mais gostei quando li na minha infância, e o título dado tardiamente acabou com a trama.
O melhor nome para substituição foi realmente na França – “Eles eram dez”.