ator Luís Gustavo Falecido em 19 de setembro de 2021, aos 87 anos, o ator Luís Gustavo recebeu muitas e merecidas homenagens. Vários de seus inesquecíveis personagens foram lembrados: o bon vivant Beto Rockfeller, o detetive Mário Fofoca, o figurinista Victor Valentin e o impagável Vavá de “Sai de Baixo”.

Filho de diplomata, Luís Gustavo nasceu na Suécia e depois se naturalizou brasileiro. Começou como ator na Tupi de São Paulo e um de seus primeiro trabalhos foi num “TV de Vanguarda”, em 1953, na peça “O Massacre”, original do francês Emmanuel Roblès, adaptada e dirigida por Cassiano Gabus Mendes (de quem Luís Gustavo viria a se tornar cunhado). Luís Gustavo participou de vários episódios de “TV de Vanguarda” e também do “Grande Teatro Tupi”. Participou ainda de inúmeras novelas antes de “Beto Rockfeller”.

 

 

 

Em uma delas, “O pecado de cada um”,  ele fez o papel de vilão. Mas sua maior inclinação e vocação era mesmo a comédia. Tanto que, em 1956, Fernando Baleroni criou uma série cômica chamada “Tatá, o falado”, protagonizada por Luís Gustavo, cujo apelido no meio artístico era justamente “Tatá”.Em 1959, Geraldo Vietri criou a série “O Príncipe e o Plebeu”, a história de dois amigos que moravam na pensão de um casal italiano. Os dois amigos eram Amilton Fernandes (o príncipe, o galã) e Luís Gustavo (o plebeu, mais atrapalhado). Os donos da pensão eram vividos por Walter Stuart e Maria Vidal. Havia ainda duas lindas pensionistas, Neyde Alexandre e Meire Nogueira. A série recebeu o patrocínio exclusivo dos televisores Empire.

“O Príncipe e o Plebeu” teve uma sequência em 1960. Geraldo Vietri ampliou o leque de possibilidades da série, usando a mesma dupla de atores e a batizando de “Os Dois Príncipes”. Nesta sequência, que teve as lojas Mappin como patrocinadora, Amilton Fernandes e Luís Gustavo viajavam pelo mundo levando sempre muita confusão onde quer que chegassem.