REGENTE FEIJÓ

Filho de pais desconhecidos, Diogo Antônio Feijó nasceu em São Paulo, no dia 3 de agosto de 1784. Foi adotado e criado por dois padres, Fernando Lopes de Camargo e, depois, João Gonçalves de Lima. Ordenou-se padre em 1809 e começou a se interessar por política. Em 1821, foi deputado em Lisboa.

Voltou a São Paulo no ano seguinte, onde se opôs à política do primeiro-ministro José Bonifácio. Eleito deputado em 1826, ele fez parte da Regência Trina Permanente, que cuidou do país até a maioridade de d. Pedro II. Como ministro da Justiça, criou a Guarda Nacional e impediu os motins de oficiais e soldados na capital. Armou um golpe contra o Senado em 1832 e fracassou. Por isso, renunciou ao cargo.

Feijó apoiou uma moção que permitia o casamento dos padres brasileiros. A Igreja foi contra.

Foi eleito regente único em 1835, mas também renunciou dois anos depois. Apoiou a Revolta de Sorocaba, iniciada pelos membros do Partido Liberal de São Paulo em 1842. Foi preso, processado e exilado no Espírito Santo. Morreu no ano seguinte, logo depois sua libertação.