O americano Thomas Alva Edison (1847-1931) registrou um número incrível de patentes (existem diferentes números, que variam entre 1.093 e 2.332). Há uma controvérsia de que ele teria se apoderado de muitas invenções criadas por pesquisadores que trabalharam para ele, como o engenheiro servo-croata Nikola Tesla.

A lista de criações de Edison inclui a locomotiva elétrica, o projetor do cinema, o microfone a carvão, o fonógrafo (gravador) e o telégrafo automático. Desenvolveu casas pré-fabricadas e aperfeiçoou o telefone.

A mais famosa de suas criações foi a lâmpada. Em 21 de outubro de 1879, Edison desenvolveu a primeira lâmpada prática, que ficou acesa por 45 horas seguidas. Até que ela se apagasse, o inventor não saiu do laboratório — depois dormiu, de roupa e tudo, por 24 horas seguidas.

O desafio parecia simples: ele precisava encontrar um material que ficasse incandescente quando a corrente elétrica passasse por ele, e fazer com esse material um fio fino. Esse filamento deveria ficar isolado dentro de um bulbo de vidro do qual o ar tivesse sido retirado, pois o oxigênio facilita a combustão.

Numa época em que o normal era o cientista trabalhar sozinho, Edison chegou a contar com o apoio de 60 pesquisadores. Só para a lâmpada, eles testaram dezenas e dezenas de filamentos — até fios de barba de colegas — antes de chegar ao algodão carbonizado usado no primeiro modelo de sucesso. O filamento é aquecido a ponto de emitir luz. Hoje em dia, as lâmpadas incandescentes usam filamentos de tungstênio.

Thomas Edison também foi o fundador da Edison Eletric Light Company, embrião da atual General Eletric, gigante conglomerado da indústria eletrônica.

A versão de que Thomas é o inventor da lâmpada tem suas contestações. Nikolas Tesla, que trabalhava com Edison, é apontado como criador da corrente alternada que aumentou a eficiência do invento e o viabilizou.