1. O surgimento e a história do sistema de pontuação tem acompanhado o desenvolvimento da escrita. No começo, os textos eram redigidos em letra maiúscula e de forma contínua, sem espaços sequer entre os vocábulos.
  2. Zénodoto de Éfeso (320-240 a.C.), responsável pela Biblioteca de Alexandria, foi o primeiro a separar os textos de autores diferentes ao copiar um manuscrito.
  3. Seu pupilo, Aristófanes de Bizâncio, consolidou o alfabeto grego e criou o primeiro sistema de pontuação: um ponto no alto para indicar o fim de um grupo de palavras, um ponto no meio da altura da letra para indicar que seria adicionado algo ao significado corrente e um ponto na base para indicar que o significado da frase se completaria adiante.
  4. Uma ordem lógica do texto escrito surgiu entre os séculos 4 e 9 d.C., quando os livros passaram a ser feitos em minúsculo. Isto incorreu na aproximação das letras, o que possibilitou o reconhecimento do desenho das palavras como uma unidade.
  5. Nesta época, os escribas também passaram a adicionar notas auxiliares às cópias, explicando como deveria ser recitado um verso ou pronunciado um termo. Este código, utilizado como um instrumento de organização, era chamado ponto. Eis a origem da palavra pontuação.
  6. A maioria dos sinais que conhecemos hoje apareceram entre os séculos 14 e 17. O surgimento da imprensa foi o principal responsável pela evolução e popularização da pontuação. Com ela, as marcações deixaram de ser dirigidas a quem escreve e se voltaram a quem lê, destinando-se a facilitar a compreensão do texto. A impressão tipográfica também exigiu que houvesse uma padronização e simplificação dos sinais.
  7. Há pouca diferença de usos da pontuação ao redor do mundo. Ela é ajustada à língua pelas regras gramaticais. Um exemplo é a interrogação, que em espanhol aparece no início e no final da frase, ao contrário do que acontece no português.