O cheiro do sabonete Alma de Flores lembra a penteadeira da casa da avó, não é? Em 25 de novembro de 1949, na cidade de Porto Alegre, o perfumista alemão Carlos Lutz e mais quatro sócios (Ilse Kuhlmann, Rodolfo Gros, Geraldo Caruccio e Domingos Caruccio) compraram a fábrica de cremes Memphis. No mês seguinte, a Memphis arrematou a também gaúcha Fábrica de Sabonetes Piva, de Santiago do Boqueirão,  que fabricava uma loção chamada Alma de Flores. Alma de Flores por misturar jasmim, rosas e lavanda em sua fragrância. Em março de 1950, a Memphis lançou o sabonete perfumado também batizado de Alma de Flores.

As essências vinham da Europa e, só com o tempo, começaram a ser feitas no Brasil. O design da embalagem passou por algumas poucas transformações. Mesmo num momento em que se fala muito da pluralidade da mulher brasileira, o Alma de Flores se mantém fiel à tradição. A mulher que aparece na caixinha continua praticamente a mesma. Já chegaram a mudar seu vestido, mas logo voltou o modelo sem alças.