O icônico tapete vermelho, por onde desfilam os principais astros e estrelas do cinema, entrou para a história da cerimônia de entrega do Oscar em 1961. Mas os tapetes vermelhos já figuravam em estreias cinematográficas desde 1922. O empresário Sid Patrick Grauman (1879-1950) teve a ideia de estender um na sessão de lançamento de “Robin Hood”, estrelado por Douglas Fairbanks, no Grauman’s Egyptian Theatre, em Hollywood. A cor especial — conhecida como “Vermelho Academia” — é instantaneamente reconhecível em fotos.
Apenas na cerimônia de 2023 o tapete vermelho foi trocado por um na cor champanhe.
Em 1926, Grauman iniciou a construção do Chinese Theatre, um dos principais pontos turísticos de Hollywood. O cinema foi inaugurado em 18 de maio de 1927 e ficou famoso pela área com as marcas de pés e mãos e assinaturas de artistas. A tradição teria surgido por acidente durante os retoques finais. Segundo uma versão, a atriz Mary Pickford, uma das sócias de Grauman na empreitada, pisou no cimento fresco ao admirar o edifício; outra versão atribui o incidente a Norma Talmadge. Grauman viu nisso uma oportunidade de criar um registro permanente das estrelas e passou a convidar personalidades do cinema para deixar suas marcas no concreto da “Forecourt of the Stars” (o Pátio das Estrelas). Ele mesmo selecionava os artistas, e a tradição continuou depois de sua morte por meio de um sistema secreto de escolha. Grauman também deixou suas marcas lá em 1946, quatro anos antes de sua morte.
