Sim. Durante algum tempo, acreditou-se que a Tróia descrita por Homero se localizava em algum ponto do Mediterrâneo. A aldeia de Bunar-Bashi era o local mais cotado para assumir o título. Mas o milionário e arqueólogo amador Heinrich Schliemann derrubou essa teoria. Sua maior obsessão era encontrar Tróia.

Ele adquiriu do cônsul inglês Frank Calvert as ruínas de uma cidade na colina de Hisserlik, na Turquia. Escavou a região três vezes entre 1870 e 1890 e, no final do século 19, anunciou ao mundo que tinha encontrado Tróia. Os objetos e adereços encontrados foram batizados de “tesouro de Príamo”, apesar de pertencerem a um período mil anos anterior ao descrito por Homero em Ilíada. Essas peças foram parar na mão dos alemães e dos russos durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje se encontram espalhadas em museus dos dois países.

Pesquisas posteriores mostraram que há cinco Tróias diferentes em Hisserlik. A primeira foi fundada na Idade do Bronze (3000 a.C. / 1700 a.C.). A ela se sobrepuseram outros assentamentos, que se ergueram após a destruição da cidade anterior por conflitos ou calamidades naturais. Acredita-se que a Tróia que sediou a guerra contra os gregos seja a correspondente à sexta e sétima camada.

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