A primeira pesquisa de intenção de voto foi realizada em 1936 por George Gallup. Ele levantou o candidato mais cotado a ocupar o cargo de Presidente dos Estados Unidos, projeção confirmada posteriormente nas urnas. Os métodos utilizados por Gallup ainda hoje são aplicados. No Brasil, trabalhos do gênero foram suspensos durante a ditadura militar por determinação do AI-5. Eles voltaram a ser realizados em 1978.

Em 1985, os institutos sofreram grande baque em sua credibilidade durante as eleições para prefeito, porque não conseguiram prever a vitória de Jânio Quadros, em São Paulo, e nem de Maria Luiza Fontenelle, em Fortaleza. Outro deslize foi no acompanhamento da evolução de Darci Accorsi na disputa pela prefeitura de Goiânia. A candidata começou a campanha com 11,2% das intenções de voto e terminou com 40,2%.

A confiança da população foi reconquistada na primeira eleição para Presidente do país depois de 27 anos sem votação direta, em 1989. Neste ano, as grandes empresas do ramo de pesquisas, entre elas Ibope, Gallup, Datafolha e Vox Populi, se muniram de esquemas de proteção para não errarem os resultados. A probabilidade de haver erros nas previsões diminuíram consideravelmente com o surgimento da urna eletrônica.