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Dom João (1767-1826)

24 de abril de 2019

1. Quando d. João chegou ao Brasil, em 1808, a população brasileira tinha cerca de 5 milhões de pessoas, dos quais 2 milhões eram brancos. Outros 2 milhões eram negros e mulatos, e havia, ainda, 1 milhão de índios.

2. D. João tinha mania de dizer a toda hora “Hem! Hem!” Também era louco por coxas de galinha. A tradição passou para seu neto, d. Pedro II. O segundo imperador brasileiro era um apreciador insaciável de pratos de canja de galinha. Até no teatro, ele degustava a sopa, entre um ato e outro.

3. Poucos meses depois de sua chegada, o príncipe regente aboliu um alvará de 1785, que proibia a instalação de indústrias no Brasil. D. João publicou também um decreto autorizando estrangeiros a possuir terras no Brasil.  

4. Mandou exterminar algumas tribos de índios que considerava serem hostis para garantir a utilização de alguns caminhos terrestres no litoral brasileiro.

5. Depois de expulsar as tropas de Napoleão, os políticos portugueses exigiram a volta do rei à sua pátria. Indeciso, d. João acabou cedendo às pressões, retornando para Portugal, mas deixou aqui seu filho d. Pedro.

6. O Banco do Brasil foi fundado em 12 de outubro de 1808 por d. João. O Banco do Brasil foi o quarto banco emissor do mundo. Antes dele, apenas Suécia, Inglaterra e França havia emitido. Instalado num prédio da antiga rua Direita, esquina com a rua São Pedro, no Rio de Janeiro, o banco iniciou suas atividades em 11 de dezembro de 1809.

7. Em 25 de abril de 1821, d. João VI e a corte voltaram a Portugal, para onde levaram os recursos que haviam depositado no Banco. Foi a primeira crise da instituição.

8. Para capitalizar o Banco do Brasil, d. João se fartou de vender títulos de nobreza a comerciantes, usineiros, fazendeiros e quem tivesse dinheiro. Em pouco mais de um ano, o Brasil já tinha mais condes, duques, barões e marqueses que a Corte portuguesa. Havia também títulos mais baratinhos, como o de comendador, de cavaleiro ou de oficial.

9. Enquanto esteve no Brasil, d. João distribuiu 2.630 títulos de cavaleiro, 1.422 da Ordem de S. Bento de Avis e 590 de Santiago.

10. De porte estranho e considerado feio, ele não havia sido preparado para o cargo. A honra deveria pertencer ao irmão D. José, que faleceu em 1798.

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