A Loira do Banheiro é uma história baseada numa pessoa de verdade. Pelo menos é uma das versões. E aí tem História. Tudo começa em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1880. Por razões de aliança política, o Visconde de Guaratinguetá teria forçado sua filha, então com 14 anos, a se casar, contra a vontade. Na época, 14 anos até era idade para casar, mas o noivo, o Conselheiro Dutra Rodrigues, era 21 anos mais velho. E foi assim que a jovem Maria Augusta de Oliveira Borges, virou Dutra Rodrigues. “Só que ela era danada”, afirma o professor Warde Marx. “Aos 18 anos, vendeu algumas de suas joias e se mandou para Paris, capital do mundo”. Com dinheiro na mão, Maria Augusta levou um vidão, frequentando a alta sociedade parisiense. Até que veio a notícia de sua morte, aos 26 anos. Seu caixão foi mandado para o Brasil, mas acabou arrombado por ladrões, que estavam à procura de joias. Seu atestado de óbito se perdeu – por isso não sabemos a causa da morte.

Em Guaratinguetá, seu corpo embalsamado foi colocado numa redoma de vidro na sala de estar da mansão da família, antes de ir para o mausoléu. Em 1902, o casarão virou escola pública (e é até hoje). Em 1916, um incêndio tomou conta da escola. Conta-se que, durante o fogo, ouvia-se o som de um piano, instrumento que Maria Augusta tocava. Piano que ainda existe e está no anfiteatro da escola.

Há várias maneiras de invocar a Loira do Banheiro. Uma delas diz: mate uma aula e vá para o banheiro da escola. Entre no último reservado e chute o vaso ou bata a porta três vezes. Aperte a descarga três vezes, dizendo: “Loira do Banheiro, apareça!”. Aí, abra a torneira três vezes também. Por fim, olhe para o espelho: ela aparecerá ali, vestida de branco, com algodão no nariz.

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