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A nova mascote do Palmeiras e os Super-Heróis do Futebol de PLACAR

14 de novembro de 2016

A apresentação de Gobbato, nova mascote do Palmeiras, me fez a voltar a 1995. Naquele ano, eu tinha assumido o cargo de diretor de redação da revista Placar e sugeri à direção da Editora Abril de criar os “Super-Herois do Futebol”. Queria dar um ar moderno a mascotes tão pueris. Gobbato me fez refletir que aquela ideia não era tão maluca assim. Talvez um pouco ousada naquele tempo.  A nova mascote, que tem dentes de porco selvagem e ar de quem atuou em  filmes da série  “Mad Max”,  é uma homenagem a João Roberto Gobbato, gerente de marketing do clube, o primeiro a sugerir a adoção do porco como mascote, em 1983. O Palmeiras adotaria a nova mascote em 1986, mas sem nunca ter abandonado o tradicional periquito. Teve uma época até que o Incrível Hulk estava em alta entre a torcida. Eu já trabalhava em Placar quando o meia Jorginho posou para a capa da revista segurando um porquinho.

Gobbato ao lado do periquito , o tradicional mascote do Palmeiras

Bem, mas voltemos ao Super-Heróis do Futebol. No processo de criação,  a redação pensou primeiro  nos nomes dos super-heróis para os 12 principais times do país. Ficaram assim: Galo Vingador (Atlético Mineiro), Lança-Chamas (Botafogo), Mega Timão (Corinthians), Fox (Cruzeiro), Power Urubu (Flamengo), Triminator (Fluminense), Espadachim Azul (Grêmio), Colorado do Espaço (Internacional), Cyberpork (Palmeiras), Aquatômico (Santos), Thunder Tricolor (São Paulo) e Capitão Vasco (Vasco). A criação dos personagens ficou a cargo dos ilustradores Libero Malavoglia e Donizete Amorim.

Os personagens foram apresentados em duas edições. Na primeira, em setembro de 1995, os seis primeiros super-heróis estamparam a capa. Na edição seguinte, em outubro, vieram os outros seis. Qual seria o papel deles? Eles foram convocados “para combater cartolas inescrupulosos, jogadores desleais, torcedores violentos, árbitros mal-intencionados e campeonatos desorganizados”. Placar também ouviu  jogadores dos 12 times para saber a opinião. Alguns não aprovaram a novidade: “Acho que a tentativa de redesenhar a mascote deveria passar pelo periquito”, disse o goleiro Velloso, então no Palmeiras, a respeito do Cyberpork.

Fizemos também um super pôster na edição de novembro. Os personagens sumiram por um bom tempo. Eles voltaram em maio de 1997, com a publicação de uma HQ com quatro páginas. A história foi batizada de “O clone do craque”. Tínhamos planos de lançar um gibi mensal em parceria com a Abril Jovem, o que alavancaria o licenciamento dos super-heróis.  Pelo que me lembro, a última citação aos super-heróis aconteceu na edição de setembro de 1997. Tentamos promover um concurso para escolher mais super-heróis (torcedores de outros clubes andaram reclamando…) e também de vilões. Mas os leitores não se entusiasmaram muito e desenhar os quadrinhos era caro para insistir por muito tempo. 

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