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Faroestes da TV sem caubóis convencionais

31 de agosto de 2021
Esqueça por um momento os faroestes com caubóis sem falhas de personalidade, morando em fazenda ou rancho, hábil e rápido no revólver. Magalhães Júnior, especialista em TV, listou cinco séries que apresentaram um olhar diferente nas produções do gênero:

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Águia Brava

Série em que o protagonista não era um caubói, mas sim um índio. “Águia Brava” estreou no Brasil em 1962 pela TV Record Canal 7. Foram apenas 26 episódios que mostravam o ator Keith Larsen como Águia Brava, líder de uma tribo de índios Cheyennes. Ele era dublado por Francisco Negrão. O título original era “Brave Eagle”. O “brave” foi erradamente traduzido para “brava”, em vez de “valente”. Águia Brava, que montava o cavalo Nuvem Branca, vivia suas aventuras quase sempre ao lado do filho adotivo, Keena, interpretado pelo ator mirim Antony Numkena, que era de origem indígena. Havia também a participação de Smokey Joe, o pajé da tribo. A figura feminina ficava por conta de Estrela da Manhã (a atriz Kim Winona, que era índia de verdade, da tribo Sioux, de Nebraska. “Águia Brava” foi a primeira série de faroeste a apresentar a história sob o ponto de vista indígena, tendo um índio como protagonista. Um índio, aliás, que apresentava valores de moral que até então nunca se havia visto numa série.

Casey Jones

Outra série que não apresenta um caubói como protagonista, e sim um maquinista de trem. O personagem Casey Jones, interpretado pelo ator Alan Hale, havia existido de verdade. Era um maquinista que comandava uma locomotiva a vapor batizada de “Cannonball Express”. Foram feitos 28 episódios. “Casey Jones” estreou na TV brasileira em 1963 pela TV Excelsior Canal 9 de São Paulo. Casey Jones, o maquinista que jamais atrasava o trem, mostrava os problemas da implantação da ferrovia nos Estados Unidos, enfrentando ataques de índios, bandidos e fazendeiros inescrupulosos. Casey Jones era casado com Alice Jones e tinha um filho, Casey Jones Jr. Ao lado de Casey Jones (dublado por Araken Saldanha), estavam sempre seus dois parceiros: o Red Rock (dublado por Olney Cazarré) e o foguista Wally.

O homem do rifle

Em geral, os personagens de caubói eram solteiros convictos ou casados e com família constituída. Até que apareceu um viúvo, que criava sozinho um filho ainda criança. “O Homem do Rifle” era o personagem de Lucas McCain, interpretado pelo ator Chuck Connors, pai de Mark. Viviam num rancho na cidade fictícia de North Folk, no Novo México. McCainn andav para cima e para baixo com um rifle, daí o título. “O Homem do Rifle” estreou no Brasil  em março de 1962 pela TV Tupi e seus 168 episódios tiveram um sucesso tão grande a ponto de ser transformado em gibi . A curiosidade desta série também está na dublagem. A voz do personagem Lucas McCainn foi do ator Fúlvio Stefanini.

O texano

Nos 78 episódios de “O texano”, Bill Longley (o ator Rory Calhoun), um confederado da Guerra Civil Americana, perambulava pelo meio-oeste americano, acabando sempre por se envolver em alguma questão local, normalmente na tentativa de ajudar a quem precisava ser defendido. Ao contrário dos caubóis tradicionais, que eram localizados pelas confusões, o texano Bill Longley ia atrás delas, e muitas vezes as provocava, por causa de seu jeito  arrogante.

Cimarron

A série tem o nome da cidade em que se passa a história no século XIX: Cimarron. Cimarron (ou “Cimarron Strip”, seu título original) era uma cidade que ocupava uma faixa entre o território do Kansas e uma área indígena. Ali, em Cimarron, o xerife era Jim Crown, interpretado pelo ator Stuart Whitman. Jim Crown tinha um assistente escocês, McGregor. e um amigo fotógrafo, Francis Wilde. O ponto de encontro da cidade era a pousada que a bela Dulcey havia herdado do pai. “Cimarron” teve apenas uma temporada com 28 episódios e estreou no Brasil em  dezembro de 1968 aos domingos à noite pela TV Record. O que fazia esta série ser diferente? Primeiro é que cada episódio tinha 90 minutos, tempo maior do que qualquer outra série, cujos episódios giravam em torno de 50 minutos. Além disso, “Cimarron” foi considerada uma das mais violentas séries de faroeste da história.

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