A linha do tempo da história dos perfumes

12 de fevereiro de 2021

Os perfumes estão na sociedade há muito tempo e nunca perdem sua popularidade, mas você conhece a origem deste fenômeno? Descubra agora a evolução dos perfumes desde os tempos primordiais!

Perfume para ocular o mau hálito

No Antigo Egito: em 2900 a.C., os egípcios eram enterrados com jarros de óleo perfumado. Para perfumar o cadáver, eles colocavam uma massa de gordura perfumada no topo da cabeça ou sobre uma peruca. Durante a noite,
a gordura dissolvia-se, cobrindo a peruca, as roupas e o corpo com uma camada oleosa bastante perfumada.

No Império Romano: o perfume também era ingerido — puro ou no vinho — para ocultar o mau hálito.

Século IX: a destilação da água de rosas e outros perfumes foi uma descoberta islâmica.

Século XIV: foi descoberto o álcool como veículo para o perfume.

Século XVIII: perfume era coisa de nobreza. Quando a Inglaterra recebeu uma delegação de embaixadores franceses, dois canhões foram disparados. Um jogou pó aromático. O outro, água perfumada.

Século XIX: até começo dos anos 1800, havia uma linha divisória olfativa entre os sexos. Os aromas de jardins floridos eram considerados frívolos e indicados para as mulheres. Aos homens eram reservados aromas silvestres
como o cedro e o pinheiro, porque eram considerados aromas dominantes. O hábito do banho não tinha sido difundido. Para a maioria dos nobres, a lavagem estava restrita às mãos e ao rosto. Para esse fim, usavam água perfumada. Os perfumes eram feitos com uma flor só, até surgir Jicky, de Guerlain, em 1889, que misturava vários aromas sintetizados.

Século XX: as mulheres, que viviam apertadas dentro dos espartilhos, buscavam alívio nos aromas refrescantes das colônias florais no começo de 1900. Na Europa surgiam as primeiras lojas especializadas em perfumes.

1910: Paul Poiret é o primeiro estilista da história a colocar à venda em sua maison uma linha própria de perfumes.

1920: no começo dessa década, é lançado Chanel nº 5 (1921), acolhido com paixão principalmente por mulheres com cabelos à garçonne que, anos depois, também ficaram conhecidos como cabelos Chanel. Surgem também
Arpège, de Lanvin e Shalimar, de Guerlain, e o conceito de perfumaria se amplia. Os produtos passam a ser largamente industrializados e comercializados. Aparece a figura do designer de embalagens de perfume.

Lançamento do primeiro perfume unissex

1930: Greta Garbo e Katherine Hepburn brilham no cinema enquanto Jean Patou lança Joy, o perfume mais caro do mundo que, nos dias atuais, valeria algo em torno de mil reais. Dizia ser um antídoto para o pessimismo da Primeira
Guerra Mundial. Surge também o primeiro perfume unissex: Le Sien, de Jean Patou. Nina Ricci é celebrada como a grande musa da época e aproveita para lançar seu L’Air du Temps, com frasco de cristal criado por René Lalique.

1940: os perfumes femininos eram divididos em categorias olfativas de acordo com os estereótipos da época. Às donzelas inocentes eram reservados os aromas de flores. Às mães e esposas, perfumes com notas adocicadas, que lembravam comida. Já para as sedutoras e prostitutas, apenas os aromas quentes dos condimentos e pimentas. Surgem estrelas voluptuosas como Rita Hayworth e Mae West, inspiradoras do grande sucesso da época, o perfume Femme, de Rochas.

1950: a indústria americana inventa o mito da juventude provocante, por baixo dos twin sets de banlon e das meias soquete colegiais. A empresa Estée Lauder lança Youth Dew, que ficou conhecido como o perfume mais sexy do
mundo. Na França, Lancôme contra-ataca com Trésor, cujo frasco, em forma de diamante facetado, ganha todos os prêmios de design do ano.

1960: movimento hippie, festival de Woodstock, o homem na Lua. O mundo começa a mudar e surge um novo estilo de perfume, considerado futurista e à frente do seu tempo. Calandre, de Paco Rabanne, vira ícone absoluto. Os
frascos deixam de ser rebuscados, com filetes dourados, e ganham linhas mais geométricas, em produções de larga escala.

1970: explodem os movimentos feministas, a mulher começa a conquistar sua independência e os perfumes para elas ficam mais densos e agressivos. Yves Saint Laurent lança Opium e enfeitiça as mulheres, agora dispostas a
fazer uma nova conquista: o prazer sexual.

1980: surge a geração yuppie, a era do culto ao corpo, a busca desenfreada pela beleza. As ruas de Paris são tomadas pelo cheiro de Poison, de Christian Dior, um chipre almiscarado que grudava na pele. Mesmo assim, as mulheres
continuavam em busca do grande amor e Anaïs Anaïs, o floral absoluto de Cacharel, se garante como campeão de vendas.

1990: a irreverência toma conta das passarelas e o figurino das mulheres se masculiniza. A perfumaria segue a tendência andrógena e surgem os perfumes unissex da nova era. CK One, de Calvin Klein, se transforma no cheiro de toda uma geração. O século se encerra trazendo uma nova tendência: os perfumes gustativos, com notas que lembram comida e doces.

2000: a perfumaria mundial retoma os conceitos de masculino e feminino. Com uma diferença no processo de fabricação: as essências deixam de ser extraídas da natureza e passam a ser sintetizadas em laboratório. O novo
milênio marca a chegada da tecnologia Living Flower, aromas captados das flores ainda no pé e reproduzidos em tubos de ensaio.

Texto publicado em “O Guia das Curiosas”

Leia também:
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