Em tempos passados, diversas roupas femininas, assim como os espartilhos, apertavam tanto que muitas mulheres precisavam cheirar amoníaco para não desmaiar no meio do salão. Veja a seguir este e outros itens do vestuário que também incomodavam bastante.
Anágua

Originalmente era uma peça para usar sob a camisa masculina. Na Idade Média virou peça feminina e alongou-se até virar um saiote de baixo, amarrado diretamente na cintura, para servir de forro para saias e vestidos. Foram usadas no Brasil até os anos 1970, para evitar que o vestido colasse no corpo.
Anquinha

Entre 1870 e 1880, as mulheres usavam essa peça de arame trançado para dar volume por baixo dos vestidos. Era presa à cintura por um cinto atado a uma forte fivela e podia ser comprada nas lojas de moda em quatro modelos: row (dois gomos), florence (três gomos desiguais), paris (três gomos iguais) e myra (volume único em formato redondo). Com o tempo, a anquinha foi substituída por uma pequena almofada acolchoada, que era recheada com penas. Para sentar-se, a mulher precisava puxar todo o volume para cima, para que o arame não espetasse suas coxas e nádegas. Por volta dos anos 1895 caiu em desuso, porque os vestidos passaram a ser mais lânguidos e fluidos.
Cinta-liga

Este acessório foi muito usado nos anos 1920 para prender as meias. Era uma espécie de cinto elástico com tiras penduradas que desciam em direção às coxas. Nas pontas, presilhas esticavam as meias, evitando que elas escorregassem para baixo. Quando as mulheres dançavam charleston, os vestidos subiam e as ligas ficavam aparentes. Essa foi a origem das ligas rendadas.
Crinolina

Armação feita de arcos de aço que produzia saias extraordinariamente rodadas. Fez grande sucesso em 1850 e perdeu volume por volta de 1865. Para sentar-se, a mulher precisava suspender o vestido ligeiramente atrás, para que ele não levantasse na frente.
Espartilho

Peça de lingerie que causava problemas seriíssimos para as mulheres dos séculos XV ao XIX, época em que foi popular. Consistia de um corpete que cobria todo o tórax e a região dos seios. Sua estrutura era feita com ossos de baleia — os mais resistentes — e forrada com tecido fino, para que a mulher sentisse a pressão e não curvasse o corpo para a frente. Uma criada ou auxiliar de guarda-roupa apertava os cordões da peça na parte de trás, porque a mulher não conseguia vesti-lo sozinha. O resultado era uma cintura muito fina, que muitas vezes provocava falta de ar e desmaios.
De fato, as roupas femininas mudaram muito dos tempos passados para os dias atuais. Atualmente, as mulheres possuem mais liberdade e opções para se vestir. Uma evolução muito significativa na história da sociedade moderna!
Texto publicado em “O Guia das Curiosas”
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