OSVALDO CRUZ

  • Para combater a varíola, Osvaldo Cruz sugeriu a criação de um instituto soroterápico no Rio de Janeiro. As autoridades escreveram ao Instituto Pasteur, da França, pedindo a indicação urgente de um cientista para dirigir e treinar técnicos. O diretor do Instituto, Emílio Roux, mandou uma carta que dizia: “Ninguém possui maior competência que o doutor Osvaldo Cruz”. Ele havia estudado bacteriologia na França. Osvaldo Cruz dirigiu o Instituto Soroterápico Nacional (que hoje leva o seu nome) em 1902.
  • Seu primeiro desafio foi combater a peste bubônica na cidade de Santos (SP), que já havia matado milhares de pessoas.
  • Baseado nos estudos de Emílio Ribas e Adolfo Lutz, Osvaldo Cruz concluiu que a febre amarela era transmitida por um mosquito, cuja reprodução se dava em águas paradas. Ele criou uma equipe apelidada de Mata-Mosquitos para pulverizar alguns pontos da cidade do Rio de Janeiro.
  • Em 1903, Osvaldo Cruz iniciou uma grande campanha para acabar com os ratos do Rio de Janeiro. Ele organizou uma brigada e cada um de seus auxiliares deveria trazer um mínimo de cinco ratos por dia. Quem trouxesse mais ganharia 300 réis por cabeça. Quando ele tornou a vacina contra a varíola obrigatória, no ano seguinte, o povo chiou e Osvaldo Cruz passou a ser chamado de O Rato.
  • Quase no final de vida, em 1916, ele foi nomeado prefeito de Petrópolis (RJ).
  • Embora não tenham sido registrados surtos de febre amarela nos grandes centros urbanos desde 1942, ainda existem focos endêmicos, principalmente nos estados do Norte e em algumas zonas do Maranhão, de Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul. Por isso, se você for conhecer de perto os igarapés amazônicos ou pescar no Pantanal, procure tomar a vacina para proteger-se contra essa doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Mas faça isso pelo menos 15 dias antes da viagem, primeiro para garantir sua proteção, depois porque poderá ocorrer alguma reação, como dores no corpo, mal-estar e febre.