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O Brasil nas Paraolimpíadas

24 de abril de 2019

O esporte paralímpico no Brasil só começou na década de 1950, graças ao paraplégico Róbson de Almeida Sampaio, que havia retornado dos Estados Unidos. Ele fundou um clube no Rio de Janeiro, enquanto outro paraplégico, Sérgio Delgrande, fazia o mesmo em São Paulo. Em 1959, as equipes dos dois clubes se enfrentaram em um jogo de basquete em cadeira de rodas. As associações de atletas deficientes começaram a aparecer, e o Brasil enviou uma delegação aos Jogos Paralímpicos pela primeira vez em 1972.

A história brasileira nos Jogos começa em 1972. Com uma delegação pequena, de apenas 14 atletas em três esportes, o Brasil não se destacou. Quatro anos depois, veio a primeira medalha: uma prata para a dupla Robson Almeida e Luiz Carlos Costa em uma variação da bocha chamada “lawn bowls”. Depois de passar novamente em branco em 1980, o Brasil deslanchou em 1984: foram sete ouros, 17 pratas e quatro bronzes. O primeiro ouro foi no atletismo (onde o Brasil faturou seis das sete medalhas douradas), com Márcia Lasmar nos 200m rasos.

Nas quatro edições seguintes, o Brasil manteve um desempenho parecido, ficando sempre entre os 30 ou os 40 do quadro de medalhas. O recorde de sete ouros de 1984, porém, só seria quebrado na histórica participação brasileira nos Jogos de Atenas em  2004, quando o país ganhou 14 ouros, 12 pratas e sete bronzes, ficando em um até então inédito 14º lugar. Era o início de uma jornada que levaria o Brasil nono lugar em Pequim (16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes) e ao sétimo posto em Londres (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes).

As Paralimpíadas de Atenas, em 2004, representaram um marco histórico para o movimento paralímpico brasileiro e, de certa forma, mundial. Não só pelas medalhas, mas pela cobertura histórica dos veículos de comunicação que, até os Jogos de 2000, não davam muita importância para o evento.

A grande cobertura foi resultado de uma ação do Comitê Paralímpico Brasileiro, que contratou uma produtora independente para captar e transmitir os Jogos gratuitamente às emissoras brasileiras que tivessem o interesse. Além disso, 10 emissoras de TV e oito jornais foram convidados a enviar repórteres para se juntarem à equipe da produtora.

Apesar de o esforço não ter colocado o Brasil na lista de países que mais assistiram ao evento (que alcançou 1,8 bilhão de pessoas ao redor do mundo), a ação ajudou a formar atletas paralímpicos que sequer sabiam que uma deficiência física não fecha as portas do mundo da prática esportiva. Além disso, atraiu atenção do público brasileiro para os Jogos Parapan-americanos, realizados no Rio de Janeiro em 2007 depois dos Jogos Pan-Americanos.

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