Dicionário Houaiss

O Dicionário Houaiss (pronuncia-se “uáis”) começou a ser elaborado em 1985 pelo filósofo e diplomata Antônio Houaiss. Contou com o trabalho de mais de 140 especialistas brasileiros e portugueses, além de palavras usadas em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Índia, Macau e Timor Leste.

Em sua primeira fase, o projeto foi bancado pelo Instituto Antônio Houaiss, com verba privada e estatal. Quando o dinheiro acabou, em 1992, o projeto foi interrompido. A editora Objetiva, que ficou com a parte final de pesquisa e edição, investiu 5 milhões de reais na obra.

O dicionário só pôde ser finalizado porque estabeleceu-se um limite de 228.500 verbetes e que o prazo final deveria ser o ano 2000. Todos os profissionais envolvidos no projeto se orientavam num manual de redação de 100 páginas elaborado por Houaiss. E uma equipe de 35 pessoas trabalhava em tempo integral nas revisões dos originais. Ao todo, foram seis leituras.

Uma gráfica italiana foi escolhida para fazer a impressão e a encadernação porque no Brasil não havia uma empresa que fizesse o trabalho em um único volume. Segundo pesquisas da editora, o público prefere o dicionário em um só tomo.

Os dois principais concorrentes:

Publicado originalmente em 1975, o dicionário Aurélio vendeu 13 milhões de exemplares de 2 edições. O Aurélio foi batizado para homenagear seu organizador, o lingüista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

Lançado em abril de 1998, o Michaelis tem 201.174 verbetes. Ganhou seu nome das irmãs Henriette e Carolina Michaelis de Vasconcelos, esta uma lexicógrafa de origem alemã que viveu em Portugal no final do século XIX.