O imigrante italiano Vito Antonio D’April chegou ao Brasil em 1940. Trouxe na bagagem uma receita de queijo parmesão da família. Ele veio de Parma, berço desse queijo. Mestre Vito, como era chamado, escolheu São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, onde a Vigor tinha acabado de abrir uma fábrica e logo se associaram. O mestre queijeiro está representado num desenho que na embalagem do queijo ralado. No começo, ele pintava a faixa azul ao redor do queijo à mão.

E por que faixa azul? O azul é considerado a cor da nobreza. Um exemplo é o termo “sangue azul”. Ele começou a ser utilizado pela aristocracia espanhola durante a invasão moura, a partir do século VIII. Os nobres tinham pele muito clara porque não ficavam debaixo do sol, como os trabalhadores. Pele tão clara que era possível enxergar veias que pareciam azuladas. Daí eles se referirem a si mesmos como “pessoas de sangue azul”, em oposição aos invasores mouros, que tinham pele mais escura.

A Seleção de futebol da Itália usa a cor oficial da Casa de Savóia, que governou a região entre 1861 e 1946. Vítor Emanuel II , o rei da unificação da Península, era da Casa de Savóia. Os italianos o chamam de “O pai da Pátria”. O reino da Itália virou uma república em 1946, mas a tradição foi mantida. A camisa azul, utilizada desde 1911, valeu à seleção o apelido de “Squadra Azzurra” (Esquadrão Azul).