Os títulos nobiliárquicos no Brasil determinavam a posição de determinado indivíduo na sociedade brasileira. Então um duque era, na escala hierárquica, o título mais alto que alguém poderia receber dentro da sociedade de corte. O título mais baixo de todos era o barão, seguido de visconde, conde e marquês. Existiam duas formas de uma pessoa receber esses títulos. Uma delas era comprá-lo. Mas, mesmo depois do pagamento de taxas, não havia garantia de que o título seria entregue, por causa das regras criadas por Dom Pedro II. Por exemplo: ele só permitia que pessoas que não traficavam escravos recebessem esses títulos.

A outra maneira de conseguir os títulos era por merecimento. O cidadão poderia solicitar à Coroa ou a Coroa oferecia espontaneamente a pessoas que tivessem se destacado em determinadas áreas. O mais comum mesmo era a distribuição de comendas, como a Imperial Ordem da Rosa. Dom Pedro entregou 189 delas e Dom Pedro II, 14.284. Bastava hospedar o imperador numa viagem para fazer jus a uma delas.

O Brasil teve apenas três títulos de duques. Dois dentro da própria família imperial, oferecidos por Dom Pedro I – o Duque de Santa Cruz (irmão da imperatriz Amélia) e a Duquesa de Goiás (filha de Dom Pedro I com a Marquesa de Santos). O único título de duque durante o reinado de Pedro II foi oferecido a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, por seu empenho em guerras que garantiram a preservação do território brasileiro. A mais importante delas foi a Guerra do Paraguai.

Ouça também a resposta de Paulo Rezzutti, autor do livro “Dom Pedro – A História não Contada”.