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Índios que fizeram história

24 de abril de 2019

Aimberê
Líder tupinambá que enfrentou os portugueses na Confederação dos Tamoios no século 16.

Ajuricaba
O índio Ajuricaba é o símbolo de Manaus. Chefe dos manaus e maiapenas, ele liderou o ataque contra os portugueses, que enviaram “expedições de resgate” para colonizar a região e aprisionar índios, entre 1723 e 1727. Os portugueses diziam que ele tinha se aliado aos holandeses. Preso, a caminho de Belém, preferiu se matar a se tornar escravo. Jogou-se nas águas do Rio Pará e morreu afogado.

Araribóia
Índio morubixaba, da região do Espírito Santo. Ao lado de Mem de Sá e Estácio de Sá, ele lutou contra os franceses e os tamoios que haviam invadido o Rio de Janeiro (1560-1567). Como recompensa, ganhou uma sesmaria onde hoje é Niterói (RJ). Seu nome significa ?cobra feroz?.

Bartira
Foi a índia que conquistou o coração do colonizador João Ramalho, náufrago que ela encontrou na costa brasileira no século 16. A paixão entre os dois foi tão grande que ele se esqueceu da mulher que havia deixado em Portugal para se casar com Bartira numa cerimônia indígena. Eles já tinham oito filhos quando o padre Manuel da Nóbrega os casou na Igreja. Bartira foi batizada com o nome Isabel Dias.

Caramuru
A caminho das Índias, o português Diogo Álvares Correia (1475-1557) naufragou nas costas da Baía de Todos os Santos em meados de 1509. Foi encontrado pelos índios tupinambás, desacordado e envolto em algas marinhas. Ganhou o apelido de Caramuru, nome que os índios dão a um peixe chamado moréia. Os índios pensaram em devorá-lo, mas Caramuru foi salvo por Paraguaçu, filha do morubixaba (chefe) da tribo, que se casou com ele. Nos destroços do barco afundado, ele encontrou um arcabuz e muita pólvora. Diante dos índios, ele disparou um tiro e acertou um pássaro. Passou a ser respeitado, então, como o “homem do fogo”. Como conhecia a língua e os costumes, ajudou Tomé de Sousa e os jesuítas na catequese da tribo. A filha de Caramuru, Madalena, foi a primeira mulher a brasileira a aprender a ler e escrever.

Cunhambebe
Apoiado por todos os chefes tamoios, de Cabo Frio (RJ) a Bertioga (SP), o tupinambá Cunhambebe foi uma barreira de resistência contra a dominação portuguesa. Conseguia reunir até 5 mil homens para as batalhas. Sua aldeia, que ficava perto de Angra dos Reis, tinha seis canhões roubados das caravelas que saqueava. Participou das negociações para o armistício de Iperoig. Foi convertido e batizado pelo jesuíta José de Anchieta. Como aliado dos franceses que invadiram o Rio de Janeiro, em 1555, ele teve um fim trágico. Morreu de peste bubônica, trazida pelos invasores.

Poti
Índio da tribo Potiguar, nascido em 1600. Quando foi batizado, em 1614, adotou o nome Antônio Filipe Camarão. O Filipe foi uma homenagem ao rei da Espanha, e Camarão é a tradução de Poti, seu nome indígena. Ele foi o herói na vitória sobre os invasores holandeses na Bahia (1624) e em Pernambuco (1630), comandando um grande grupo de índios. Morreu numa batalha em Guararapes (1648). Em reconhecimento ao seu esforço, o governo português lhe concedeu o título honorífico de “dom” e o transformou em governador e capitão-mor de todos os índios da costa do Brasil, desde o Rio São Francisco até o Maranhão.

Sepé Tiaraju
O Monumento ao Índio Guarani, erguido em Santo Ângelo (RS), é uma homenagem a Sepé Tiaraju, que defendeu a região contra os espanhóis no século 18.

Tibiriçá
Cacique da tribo dos guaianás, foi catequizado pelo padre José de Anchieta. Adotou o nome de Martim Afonso. Deu apoio aos colonos da vila de São Vicente durante o governo de Duarte da Costa. Depois, em 1562, ajudou a defender a vila de São Paulo de um ataque de parte dos índios guaianás. Era pai da índia Bartira.

 

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