A sigla representa o sobrenome dos quatro rapazes mortos no levante de 23 de maio:

Euclydes Bueno Miragaia, filho de José Miragaia e Emília Bueno Miragaia, nasceu no dia 21 de abril de 1911, em São José dos Campos. Ele cursou a Escola de Comércio Carlos de Carvalho até o terceiro ano e se transferiu para a Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo. Miragaia trabalhava como auxiliar de cartório quando morreu, aos 21 anos.

Mário Martins de Almeida, filho do coronel Juliano Martins de Almeida e Francisca Alves de Almeida, nasceu na cidade de São Manuel, no interior de São Paulo, em 8 de fevereiro de 1901. Estudante do colégio Mackenzie, Martins morreu aos 31 anos e foi sepultado no cemitério da Consolação.

Drausio Marcondes de Souza tinha 14 anos quando morreu. Ele nasceu em São Paulo, no dia 27 de setembro de 1917, e era filho de Manuel Octaviano Marcondes de Souza e Ottília Moreira da Costa Marcondes. Depois de ser atingido no conflito, Drausio passou quatro dias no hospital. Morreu em 28 de maio e foi sepultado no cemitério da Consolação.

Antônio Américo de Camargo Andrade, filho de Nabor de Camargo Andrade e Hermelinda Nogueira de Camargo, morreu aos 31 anos. Ele era casado com Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.

Uma lei promulgada em 2004 acrescentou à sigla MMDC a letra A. Ela se refere a Alvarenga, sobrenome de Orlando de Oliveira. Supõe-se que o rapaz também teria morrido nos conflitos contra aliados de Getúlio Vargas em 23 de maio de 1932. A decisão de inclui-lo no grupo de combatentes causou polêmica. Há dúvidas sobre a data dos ferimentos de Alvarenga. Acredita-se que ele tenha sido ferido apenas em agosto, pois há um espaço de tempo em que seu nome não consta na relação de internos do hospital.