Em 1889, os alemães Joseph Von Mering e Oscar Minkowski estavam estudando a função do pâncreas na digestão. Após retirarem este órgão de um cachorro, o animal continuou vivo, mas a quantidade de moscas no laboratório aumentou muito depois da operação. E todas elas disputavam furiosamente a urina do cão. A dupla resolveu analisar aquela urina e descobriu que ela continha muito açúcar, um sinal já conhecido da diabete. Mering e Minkowski perceberam que o pâncreas devia produzir alguma substância controladora do uso do açúcar no organismo. A insulina, que faltava na urina e no metabolismo do cachorro operado, foi isolada finalmente em 27 de julho de 1921 por Frederick Banting e seu assistente, Charles Best, da universidade Médica de Toronto, no Canadá.