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A origem e curiosidades do Dia do Abraço

22 de maio de 2020

O Dia do Abraço, comemorado no mundo inteiro em 22 de maio, foi criado por um australiano em 30 de junho de 2004. Usando o pseudônimo de “Juan Mann”, ele inventou a campanha “Free Hugs” (Abraços Grátis). Segurando um cartaz sobre a cabeça, ele oferecia abraços para quem quisesse na movimentada rua comercial Pitt Street Mall, em Sydney.

Em outubro de 2005, Mann chegou a ser proibido pela polícia de distribuir abraços. Até que amigos se mobilizaram e conseguiram 10 mil assinaturas para ele continuar “distribuindo felicidade”. A iniciativa de Juan Mann ganhou destaque internacional em 2006 quando a banda australiana Sick Puppies gravou um clipe com imagens da campanha e a música “All The Same”. O vocalista da banda, Shimon Moore, soube que Mann havia perdido a avó e fez o clipe em retribuição ao carinho que o abraçador dava a todo mundo. O vídeo logo viralizou no YouTube

Mann queria que a data fosse comemorada no primeiro sábado depois de 30 de junho de cada ano, mas a ideia não vingou. Não se sabe a origem da escolha de 22 de maio.

O primeiro abraço tem 6 mil anos de idade

É difícil determinar qual foi o primeiro abraço entre dois seres humanos. Em 2007, uma equipe de arqueólogos, liderado pela italiana Elena Maria Menotti, descobriu um túmulo na região norte da Itália. Dois esqueletos humanos – um homem e uma mulher, ambos com menos de 20 anos – foram encontrados “abraçados” e, por isso, receberam o nome de “Amantes de Valdaro”. Os arqueólogos acreditam que o túmulo teria cerca de 6 mil anos. Desde 2014, os esqueletos estão expostos no Museu Arqueológico Nacional de Mântua.

O abraço dura uma média de 3,17 segundos

Um estudo apresentado em 2011 pela psicóloga Emese Nagy, da Universidade de Dundee, Escócia, analisou os vídeos de 188 abraços espontâneos entre atletas e treinadores de 32 países, todos participantes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Fã de ginástica, a doutora Emese descobriu que o tempo médio do abraço foi de 3,17 segundos.

Os humanos não são os únicos que se abraçam

Macacos bonobos, que vivem num santuário perto de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, usam de abraços para reconfortar seus companheiros. Eles foram estudados pelo primatologista holandês Frans de Waal, do Centro Nacional de Investigação de Primatas Yerkes, da Universidade de Emory, em Atlanta, Estados Unidos. Segundo Waal, os bonobos conseguem se colocar no lugar dos outros, ou seja, têm empatia pelas emoções dos demais, igual ao que acontece com as crianças. “Eu, primata”, de Waal, foi considerado “livro notável” pelo New York Times em 2005 e depois lançado no Brasil pela Companhia das Letras.

 

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