COPA DE 1934

1. A Copa de 1934 deveria ter sido disputada na Suécia, mas o país desistiu de sediar o Mundial por problemas financeiros. A Itália, então, foi a substituta.

2. O nome do navio que levou a Seleção Brasileira até a Itália era Conte Biancamano.

3. Mais uma vez, o Brasil foi prejudicado pelas brigas entre a Companhia Brasileira de Desportos (CDB) e a Associação Paulista de Esportes Atléticos. Para não serem convocados pela CBD, alguns jogadores que jogavam em São Paulo chegaram a ser escondidos numa fazenda, que foi cercada de guardas armados. Como o lugar era tenebroso, um diretor do Palestra Itália os transferiu para sua casa de praia.

4. O Uruguai não participou da Copa em represália à ausência dos italianos em Montevidéu, quatro anos antes. Em 1938, os uruguaios mais uma vez ficaram ausentes, devido a uma greve no futebol local.

5. O goleiro da seleção brasileira seguiu a carreira de cartola depois de pendurar as chuteiras. Roberto Gomes Pedrosa foi presidente da Federação Paulista de Futebol e chegou a emprestar seu nome ao antigo Torneio Rio-São Paulo, embrião do campeonato nacional.

6. Em 1933, os italianos resolveram procurar jogadores filhos de italianos na América do Sul, planejando ganhar o título e faturar dividendos para o general Benito Mussolini. Levaram os brasileiros Filó e De Maria e os argentinos Monti, Guaita e Orsi.

7. Ao entrar no gramado, a seleção italiana fazia a saudação fascista de Mussolini.

8. O primeiro gol de pênalti da Copa de 1934 aconteceu na única partida do Brasil no Mundial, contra a Espanha, feito pelo espanhol Iraragorri. O jogo terminou 3 a 1 para os europeus, e eliminou o Brasil ainda na primeira fase.

9. Prova da influência de Benito Mussolini na seleção italiana de 1934 era o apelido do time: “Azzurra de Mussolini”. O ditador fez questão de escolher os juízes que apitariam cada partida do Mundial, a fim de favorecer os italianos. Deu certo: em 1934, a Itália sagrou-se campeã do mundo pela primeira vez.

10. Em 2006, a FIFA encontrou alguns erros nos arquivos das Copas e o jogador tcheco, Oldrich Nejedly, que dividia a artilharia de 1938 com Conen (Alemanha) e Schiavio (Itália), teve mais um gol reconhecido. Assim, Nejedly fica com a liderança isolada do campeonato.