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Quando o importante é mesmo competir

10 de agosto de 2012

O nadador da Guiné Equatorial Eric Moussambani deixou seu nome gravado nos Jogos Olímpicos de 2000. Não por ter levado medalhas para casa ou ter batido algum recorde mundial, mas por ter sido um dos maiores fracassos da história das Olimpíadas.  Na prova classificatória dos 100 metros livre, os outros dois nadadores que competiam com ele queimaram a largada, deixando o guinéu-equatoriano sozinho na piscina. Ele havia aprendido a nadar apenas oito meses antes da competição. Moussambini teve de se esforçar para não se afogar, completando a prova no maior tempo olímpico já registrado na categoria. Ele demorou 1 minuto, 52 segundos e 72 centésimos para atingir a marca de chegada. Ganhou o apelido dos ingleses de “Eric Enguia”.

Recebido pelo público como um herói, Moussambani mostrou que o importante é competir. O jornal londrino “The Times” criou o troféu “Eric” para os piores desempenhos nos Jogos Olímpicos deste ano. Confira alguns laureados:

Caitriona Jennings
A corredora da Irlanda chegou na 107ª colocação – a última na maratona feminina. Ela cruzou a linha de chegada em 3h 22min, quase uma hora depois da vencedora – a etíope Tiki Gelana – e 17 minutos atrás da penúltima colocada, Juventina Napoleão, do Timor Leste. Jennings declarou ao jornal Irish Times que a recepção calorosa do público a deu forças para terminar a prova.

Hamadou Djibo Issaka
O sonho do atleta do Níger era ser nadador, mas, três meses antes das Olimpíadas, ele recebeu uma proposta para praticar o remo e aceitou. Classificado para os Jogos, terminou a eliminatória da prova single-sculler (em que o atleta puxa um remo com cada mão) com 1 minuto e 36 segundos a mais que o campeão mundial Mahe Drysdale. É como se ele tivesse ficado 400 metros atrás de Drysdale numa prova de 2.000 metros. Na repescagem, ele se saiu ainda pior. Ficou 1 minuto e 20 segundos atrás de um remador do Zimbábue. Issaka não pareceu preocupado com o resultado: declarou que seu objetivo era cruzar a linha de chegada.

Tumba Silva
O único representante angolano do boxe nas Olimpíadas de 2012 foi desclassificado antes mesmo de entrar no ringue. Por não ter atingido o peso necessário para disputar na categoria peso pesado (81 kg), o lutador de 26 anos não se deu nem ao trabalho de comparecer na pesagem. Silva voltou para casa sem ter dado um único golpe em Londres.

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