TOCHA OLÍMPICA

Na antiga Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, um fogo permanente queimava diante de Héstia, a deusa do coração e da chama sagrada. O fogo tinha significado divino.

Nos jogos olímpicos, que honravam Zeus, fogos adicionais eram acesos em seu templo e no de sua esposa, Hera.

Até hoje, a tocha olímpica moderna é acesa no local onde se encontrava o templo de Hera. A primeira pira olímpica foi acesa em Amsterdã em 1928.

O revezamento da tocha, com a participação de diversas pessoas, surgiu em Berlim em 1936.

A primeira viagem de avião da chama olímpica ocorreu em 1952, nos jogos de Helsinque. Em tempos de Guerra Fria, os finlandeses preferiram sobrevoar os países do Leste Europeu.

A carioca Lara Leite de Castro, de 19 anos, estudante de educação física, foi a primeira brasileira a participar do revezamento da tocha olímpica, em 1992. Hoje em dia, as pessoas podem comprar o direito de levar a tocha por alguns metros. Nos Jogos de 1984, esse privilégio custava 3 mil dólares.

Em 1992, os participantes do trajeto podiam comprar, como recordação, uma réplica da tocha por 150 dólares.

A tocha dos Jogos de 1992 sumiu nas mãos do atleta grego Savvas Saritzoglou, lançador de martelo e o primeiro a conduzi-la. Ele disse que havia sido assaltado por um homem loiro, perto do monte Olimpo. Mais tarde, Saritzoglou confessou o roubo.

A tocha navegou no espaço e passou debaixo d’água em 2000. Nesse ano, os jogos foram disputados em Sydney (Austrália).

O nome do atleta ou cidadão que acenderá a pira é mantido em segredo. Só é anunciado segundos antes de ele entrar no estádio.

Em 2004, o fogo olímpico foi mantido em chamas graças a quatro lanternas, cada uma com combustível suficiente para arder durante 15 horas.