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Camisas da Chapecoense são a bola da vez nas barracas dos camelôs

14 de dezembro de 2016

A tragédia com o avião da Chapecoense transformou a equipe de Santa Catarina no novo time do coração de boa parte dos brasileiros. Além do luto nacional que se abateu sobre o país e das homenagens feitas nas redes sociais, foi possível perceber uma movimentação para ajudar de fato o clube catarinense: cerca de 13 mil novos sócios foram cadastrados no clube de vantagens e a Umbro, fornecedora oficial de material esportivo da Chape, simplesmente viu seu estoque de camisas evaporar da noite para o dia.

 

 

Camisa da Chapecoense aparece em destaque em barraquinha de camelô na Rua Teodoro Sampaio.

Enquanto a empresa se desdobra para conseguir repor o estoque e atender a todos os interessados, é possível encontrar camisas da Chape nas barraquinhas de camelôs de toda a cidade. Na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, o uniforme falsificado do Furacão do oeste catarinense divide espaço com réplicas de clubes bem mais tradicionais como Corinthians, São Paulo e Flamengo e dos campeões nacionais de 2016, Palmeiras (do Campeonato Brasileiro) e Grêmio (da Copa do Brasil).
Uma das ambulantes da região confirmou que as camisas passaram a ser comercializadas alguns dias depois do acidente que matou 71 pessoas nas proximidades do aeroporto de Medellin, na Colômbia, onde a Chapecoense enfrentaria o Atlético Nacional na primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Enquanto as demais camisas custam 25 reais, as falsificações do uniforme da Chape estão sendo vendidas por 30 ou 35 reais, dependendo do modelo. Um camelô da 25 de Março, onde as camisas alviverdes estão por toda a parte, declarou que chega a vender 50 delas num único dia.
A falsificação chama a atenção pela riqueza de detalhes. Além da marca da Umbro e dos patrocinadores (Aurora nas omoplatas e nas mangas e Caixa ao centro), foram preservadas características como as golas e mangas brancas e a frase “Somos mais que onze” bem pequenininha no canto inferior direito.  A camisa número 2, branca, que a Chapecoense usou em sua última partida antes da tragédia (na derrota por 1 x 0, que confirmou o título brasileiro do Palmeiras) também é encontrada nas barracas.
Algumas “licenças poéticas”, porém, já tratam dos desdobramentos da tragédia: uma fita preta de luto foi colocada no lado esquerdo inferior do uniforme, enquanto o patch de campeão da Sul-Americana, que a Chape usará a partir do início da próxima temporada, já foi demarcado entre a logo da Umbro e o escudo da Chapecoense (que ainda não é o novo, com uma estrela prata acima do símbolo e outra branca dentro da letra F). Apesar de semelhante, este patch já não está tão parecido com o oficial, que tem um tom de dourado bem mais escuro.

Falsificação mistura uniformes de Palmeiras e Chapecoense.

Outra camisa que chama bastante atenção é a que “misturou” o uniforme do campeão Palmeiras com o da Chapecoense. O modelo da camisa é do time paulista (verde escuro com uma faixa vertical em tom mais claro no centro), mas o patrocínio nas omoplatas é da Aurora. Não há patrocínio master, nem marca de material esportivo. À esquerda, está o símbolo do Palmeiras. À direita, o da Chape. Abaixo, os dois patchs – o de campeão brasileiro, que o Palmeiras usará a partir do ano que vem, e o já citado de campeão da Sul-Americana que pertencerá aos catarinenses. No lugar dos patrocinadores, as frases “#FORÇACHAPE” e “SOMOS TODOS CHAPECOENSE” aparecem com a fonte da Umbro. A fita preta de luto e a frase “Somos mais que onze” também estão presentes.
Nas bancas de jornal da Avenida Paulista, os cachecóis da Chapecoense têm sido os mais procurados às vésperas do Natal. Cada um custa 35 reais.

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