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A padroeira dos escravos

24 de abril de 2019

 

A Festa de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira dos escravos do Brasil colonial, foi realizada pela primeira vez em Olinda (PE), no ano de 1645. A santa já era cultuada na África, levada pelos portugueses como forma de cristianizar os negros. Eles eram batizados quando saíam da África ou quando chegavam ao Brasil.

Foram criadas aqui Ordens do Rosário dos Pretos, confrarias religiosas fundadas por escravos evangelizados. Na cidade de Serro, em Minas Gerais, acontece a maior de todas as festas, na primeira semana de julho, desde 1720. A comemoração é aberta com o som triste da “caixa de assovios”, uma banda formada por dois tambores e duas flautas, para lembrar o sofrimento dos escravos. Grupos se fantasiam para se lembrar a lenda de Nossa Senhora do Rosário. Ela saiu do mar e, ao ser chamada por índios, não se mexeu. O mesmo aconteceu com marinheiros brancos. A santa só atendeu aos escravos, que tocaram bem forte os seus tambores. Foi assim que ela veio para a terra.

 

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