• Para promover um programa de alfabetização de adultos, o presidente da Venezuela Hugo Chávez deu uma aula televisionada de português no Palácio de Miraflores em 2003. Mas acabou cometendo uma gafe justamente gramatical. O “professor” escreveu errado a palavra “adquirir”. O “adequirir” de Chávez ficou na lousa durante um tempão, até que o ministro da Educação Aristóbulo Istúriz notar o deslize e dar um toque ao político.
  • O presidente Lula já começou seu governo enfrentando gafes. Na viagem ao Equador, para a posse de Lúcio Gutiérrez, teve seu nome confundido pelo locutor do evento e pelo próprio empossado. Ambos lhe chamaram de “José Inácio”, em vez de “Luís Inácio”.
  • Em outra ocasião, foi a sua vez de “pisar na bola”. Ele aproveitou uma viagem ao Egito para conhecer o Museu do Cairo. O passeio, devidamente registrado pelo fotógrafo oficial da presidência, foi marcada por comentários “engraçadinhos” do político. Para se ter uma idéia, ao saber do fato que Ramsés 2º (mais longevo dos imperadores egípcios) teve 200 filhos com 60 mulheres, ele exclamou: “Tinha tanta dor-de-cabeça que não tinha tempo para se preocupar com doencinhas”. Depois, ao notar que a múmia do faraó tinha cabelo, comentou: “O Ricardo Kotscho (secretário de Imprensa na época) tem menos cabelo do que ele”.
  • Os organizadores da Competição Nacional de Cães Pastores de Gales convidaram o Príncipe Charles para acompanhar de perto uma de suas edições. Só não esperavam que o premiado do evento fosse o próprio monarca. Ele batia um papo com o dono do cão ganhador, Fly, quando o animal resolveu fazer xixi em seu pé. O herdeiro do trono britânico não perdeu o rebolado, apesar dos risos da multidão. Disse à imprensa que a travessura de Fly fora a “melhor coisa” do torneio.
  • Nas comemorações dos 100 anos do Centro Acadêmico XI de Agosto (Faculdade de Direito do Largo São Francisco), a prefeita Marta Suplicy foi alvejada por uma galinha preta. Não bastasse a humilhação, o ministro da justiça Márcio Thomaz Bastos piorou a situação ao tentar defendê-la. Ele declarou que jogar galinha em uma mulher era como jogar veado em homem. O autor do protesto, um integrante do Partido Feudal, se defendeu alegando que a associação foi de livre inspiração do ministro. Afinal, uma penosa branca é o símbolo de seu partido. “Jogamos a preta para ver se damos um despacho nessa prefeita”, concluiu.
  • Em 2006, durante uma visita à Venezuela, o presidente Lula começou seu discurso dedicando as palavras “aos homens e mulheres da Bolívia”. O tradutor tratou de consertar a gafe, mas já era tarde demais. Todos haviam percebido.
  • Durante um debate eleitoral no dia 28 de abril de 2010, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, não se deu conta de que o microfone na lapela do seu paletó ainda estava ligado, e reclamou de uma eleitora para seus assessores. “Ela é meio que uma mulher cabeça-dura”, disse Brown, que se desculpou pessoalmente mais tarde.