Novo Livro O Guia dos Curiosos - Edição Fora de Série

Curiosidades

24 de abril de 2019

 

No dia 6 de janeiro de 1833, o major Luís Alves se casou com Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, Anica, de 16 anos. A cerimônia foi realizada no Rio de Janeiro, num dia de Reis, sem o consentimento dos pais da noiva. Inicialmente, a mãe de Anita não aprovava a união. Luísa Rosa Carneiro Leão nutria uma antipatia por D.Pedro I e pelos integrantes de seu batalhão desde que o imperador mandou destruir o jardim do Campo de Sant? Ana, feito pelo seu marido, o Desembargador Paulo Fernandes Viana. A atitude do imperador provocou tanto desgosto que o pai de Anica adoeceu, vindo a falecer tempos depois. Outros motivos: Luís Alves não vinha de família nobre e era quatorze anos mais velho que Anica. Enfim, o casamento foi aceito e a cerimônia civil acabou sendo feita com a presença do padre Pedro Bandeira Arouca.

Na lua-de-mel, Anica propôs que Luís deixasse o Exército para viverem sem ausências repentinas. A esposa temia que as campanhas afastassem o marido de casa por muito tempo. Quando Luís partia para entregar ao Ministro da Guerra seu requerimento de dispensa, Anica voltou atrás e o incentivou a seguir a carreira.

Segundo alguns historiadores, o primeiro amor de Duque de Caxias foi Angela, que conheceu em Montevidéu, em 1826. A jovem era filha da Marquesa de Montes Claros, Dona Madalena Gonzalez Luna y Zayas e de D.Miguel Fuerriol, Corregedor de Montevidéu. Angela se casou com o coronel Eugenio Garzón, que anos mais tarde seria companheiro de Caxias.

Caxias e Angela restabeleceram a antiga amizade durante um encontro no acampamento do Arroio Pantanoso, próximo a Montevidéu. Ela já era casada com Garzón. Na ocasião, Caxias dedicou um poema a Paulita, filha da amiga.

Caxias tratava a esposa por meu bem, minha idolatrada mulher, minha querida duquesa, minha duquesa e Anica. As duas filhas eram chamadas de Anicota e Aniquinha. O único filho morreu aos 14 anos. Seu pai o chamava de cadete, cadete Luisinho e Luisinho. Entre os familiares, Duque de Caxias era tratado como Luís.

Caxias também teve um filho de criação a quem deu seu nome, Luís Alves. Um índio órfão de mãe que conheceu no Maranhão. Ele seria companheiro do filho legítimo de Caxias. Quando ficava triste, o menino passava dias vagando na floresta. Em testamento, Duque de Caxias deixou a ele todas as suas roupas.

Um quadro do pintor Pedro Américo retratou Caxias, na batalha de Avaí, com a túnica desabotoada. Quando viu a pintura, Caxias teria comentado com o imperador D.Pedro II: ?Gostaria de saber onde o pintor me viu de farda desabotoada, nem no meu quarto.? Mas Pedro Américo quis representar Caxias com o fígado inchado em decorrência de uma hepatite crônica.

Certa vez, Anica, preocupada com uma irmã casada que não conseguia engravidar, escreveu a Caxias. Na época, ele era tratado pela mídia como a ?Primeira espada do Império?. Em carta à esposa, Caxias respondeu: “É Anica, a sua irmã ainda não engravidou porque não casou como você, meu bem, com ?a primeira espada do Império?”.

Depois de participar de fatos marcantes da história brasileira, já com idade avançada, Caxias decidiu voltar a terra natal: o Rio de Janeiro. Instalou-se na fazenda Santa Mônica, na estação ferroviária do Desengano. O local que hoje é conhecido como Juparanã fica próximo à Vassouras.

Duque de Caxias morreu no dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos. Seu corpo foi vestido com um uniforme modesto de marechal-de-Exército, com apenas duas de suas condecoração de bronze no peito: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai. Seus desejos expressos em testamento foram respeitados. Ele pedia um enterro sem pompa, dispensa de honras militares, féretro conduzido por seis soldados antigos e de bom comportamento, pertencentes à guarnição da Corte. Os rapazes deveriam ser receber a quantia de trinta cruzeiros pelo serviço.

O enterro foi pago pela Irmandade da Cruz dos Militares e o corpo não foi embalsamado. Sempre que transportado, do 1º ao 10º Batalhão de Infantaria, o caixão foi conduzido por seis praças.

A data de seu nascimento, 25 de agosto de 1923, foi adotada como Dia do Soldado do Exército Brasileiro, em homenagem aos 60 anos de serviço prestado à corporação. Desde 1931, os cadetes do Exército da Academia Militar das Agulhas Negras levam como arma privativa o Espadim de Caxias, uma cópia da espada usada por ele. A arma original está guardada no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro desde 1925.

Em 13 de março de 1962, Duque de Caxias foi escolhido como Patrono do Exército Brasileiro por meio de um decreto do governo federal. Seus restos mortais, juntamente com o da esposa, estão no Panteon a Caxias, em frente ao Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

 

Esta página contém links de afiliados. Ao fazer uma compra por um desses links, o Guia dos Curiosos recebe uma comissão e você não paga nada a mais por isso.

Artigos Relacionados

Quem é o criador do Museu do Dodge?

Quem é o criador do Museu do Dodge?

O empresário paulista Alexandre Badolato lembra até hoje a data em que comprou seu primeiro Dodge: 6 de janeiro de 1999. Ele tinha 19 anos e arrebatou um Le Baron 1981. Oportunidades de comprar outros foram aparecendo e, quando ele percebeu, já tinha virado um...

10 curiosidades sobre o Instagram

10 curiosidades sobre o Instagram

O Instagram foi criado pelos desenvolvedores de softwares Kevin Systrom e Mike Krieger e lançado nos Estados Unidos em 6 de Outubro de 2010. A primeira versão era exclusiva para iPhones. O Instagram nasceu como uma rede social para compartilhamento de fotos e vídeos,...

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This