A revolução sexual na China ainda está engatinhando. A nudez é proibida em revistas, na TV e no cinema. Mas os sex-shops já estão espalhados pelo país. Calcula-se que existam 5 mil em funcionamento atualmente. Em Pequim, há uma rede chamada MFH, identificada por uma maleta médica. A sigla significa “Male and Female Happy” (Homem e Mulher Felizes). As recepcionistas usam uma roupa parecida com a de enfermeiras. É proibido fotografar lá dentro. Mas os sex-shops não têm nada de especial. Oferecem camisinhas, brinquedos eróticos de todos os tipos (Xangai tem uma das feiras mais importantes do mundo), alguns filminhos (que parecem mais telecursos de educação sexual) e muitos remédios para aumentar o desempenho sexual (alguns ilustrados com cachorros ou lobos ferozes). O que mais chama a atenção é a infinidade de cópias do Viagra. Os “genéricos” têm a mesma cor e o mesmo formato. Até os nomes são parecidos.
Saio sem levar nada. A sorridente atendente me oferece um catálogo da MFH. Avisa que, se o cliente estiver com vergonha de sair com os produtos, a loja entrega em domicílio.