O grupo O Boticário anunciou em 2020 que não usaria mais a expressão “Black Friday” por causa de sua conotação racista.

Desde 2013, há muitas páginas na internet que atribuem a origem do “Black Friday” à venda de escravizados fracos e doentes nos Estados Unidos. Segundo as postagens, esses homens eram vendidos a preços mais baixos no dia seguinte aos festejos do Dia de Ação de Graças. A informação, conforme amplamente divulgada por sites de checagem de notícias, é falsa.

A expressão “Black Friday” foi utilizada pela primeira vez quatro anos depois do final da Guerra de Sucessão (1861-1865). Com a reconstrução dos Estados Unidos no pós-guerra, foi preciso emitir títulos da dívida pública, que foram comprados por dois grandes especuladores – Jay Gould e James Fisk – convencidos de que mais tarde ou mais cedo iriam lucrar com a compra. No entanto, os dois fracassaram e, em 24 de setembro de 1869, o mercado entrou em bancarrota. Era uma sexta-feira. O dia ficou assim conhecido como Black Friday.

Termo Black Friday é racista?

O nome só voltaria a ser usado quase um século depois, em 1966, pelo Departamento de Polícia da Filadélfia. Os policiais chamaram de “Black Friday” a sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças por causa do trânsito caótico provocado pelos motoristas que saíram às ruas para fazer compras.

Embora já tenha sido desmentido, o boato continua sendo espalhado todos os anos nas redes sociais.  Em 2014, por exemplo, ele se tornou viral depois de ser partilhado pelo jogador de basquete J.R.Smith, então no New York Knicks, e pela cantora Toni Braxton.

Nos Estados Unidos, a expressão “to be in black” corresponde ao nosso “ficar no azul”.

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