DINOSSAUROS

1. A América do Sul ocupa lugar central nas discussões sobre a origem dos dinossauros. Alguns dos registros mais antigos conhecidos foram encontrados na Argentina e no Brasil. Durante o Jurássico, entre 201 milhões e 145 milhões de anos atrás, a Pangeia começou a se fragmentar. No Cretáceo, entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás, os dinossauros estavam espalhados pelo atual território brasileiro. Pegadas, dentes, ossos e coprólitos — fezes fossilizadas — foram encontrados em várias regiões do país.

2. No período Triássico, entre 252 milhões e 201 milhões de anos atrás, os continentes estavam reunidos na Pangeia. O clima era quente, sem calotas polares permanentes, e havia extensas regiões áridas. No atual Rio Grande do Sul foram encontrados alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, com cerca de 233 milhões de anos.

3. O estegossauro podia pesar algumas toneladas, mas tinha um cérebro muito pequeno em relação ao corpo. Essa característica ajudou a criar o mito de que possuía um “segundo cérebro” na região do quadril, hipótese hoje descartada pelos paleontólogos.

4. No Cretáceo, diferentes regiões do Brasil tinham paisagens distintas. Na Bacia Bauru, que abrangia partes do Sudeste e Centro-Oeste, o clima era quente e predominantemente semiárido, com períodos de seca e chuva. Havia rios e lagos, além de titanossauros, tartarugas, crocodilomorfos e peixes.

5. Ser grande não livrava os dinossauros herbívoros dos predadores. Titanossauros jovens, velhos, doentes ou feridos provavelmente eram mais vulneráveis. Os carnívoros contavam com dentes e garras para atacar suas presas, assim como hoje grandes herbívoros africanos podem ser abatidos por predadores menores.

6. Em 2002, o paleontólogo brasileiro Rodrigo Santucci identificou quatro formas distintas de grandes titanossauros do Cretáceo brasileiro. Ele também estudou grandes vértebras encontradas em Peirópolis (MG), pertencentes a um titanossauro de enormes proporções. O material, porém, não foi suficiente para determinar uma nova espécie.

7. O Santanaraptor placidus foi encontrado na Chapada do Araripe, no Ceará, em 1991, e descrito em 1999. O pequeno carnívoro viveu há cerca de 110 milhões de anos e seu fóssil preservou tecidos moles, como pele e fibras musculares. Durante anos foi considerado um parente primitivo do Tiranossauro Rex, mas estudos recentes questionam essa classificação.

8. O Carcharodontosaurus saharicus foi um dos maiores dinossauros carnívoros conhecidos. Viveu no norte da África e podia atingir cerca de 12,5 metros de comprimento, tamanho comparável ao do Tiranossauro Rex. Seu crânio chegava a aproximadamente 1,6 metro. Como os fósseis são incompletos, não é possível afirmar qual dos dois era maior.

9. Mais de 1.300 espécies válidas de dinossauros não avianos já foram descritas, e novas espécies continuam sendo descobertas. O primeiro dinossauro a receber uma descrição científica e um nome foi o Megalosaurus, apresentado pelo geólogo britânico William Buckland em 1824.

10. O argentinossauro (Argentinosaurus huinculensis) está entre os maiores dinossauros conhecidos. Estimativas indicam cerca de 35 metros de comprimento e 70 toneladas, embora seu tamanho exato seja discutido. Já o Giganotosaurus carolinii, descoberto na Argentina em 1993, foi um dos maiores carnívoros, com cerca de 13 metros de comprimento.