Em 2002 havia 304.565 pessoas com sobrenome Silva na lista telefônica de São Paulo. Apesar disso, esta não é a maior família que existe no país. Ela perde para os Cavalcanti porque as pessoas que carregam o sobrenome não pertencem ao mesmo tronco genealógico.

No Império Romano, Silva era o apelido dado às pessoas que moravam perto da selva. Entre os portugueses, o nome se popularizou após a invasão ibérica, no século I a.C. Os judeus também colaboraram para sua disseminação. Perseguidos, eram obrigados a se converter e, nisto, acabavam adotando títulos autenticamente lusitanos.

SILVA - BRASÃO

No Brasil, os principais disseminadores do Silva foram os escravos. Depois da abolição, eles preferiram adotar os sobrenomes de seus antigos senhores.

O brasão foi concedido por decreto pelo rei de Portugal Dom Fernando I a Guterre Alderete da Silva, que era conselheiro do reino. Descendente dos nobres de Leão, ele também era senhor da Torre da Silva em Alderete. Um dos Silvas mais antigos registrados no Brasil é o alfaiate Pedro da Silva. Ele veio de Portugal em 1612 para São Paulo, onde se casou com Luzia Sardinha. No Rio de Janeiro, a família Silva mais antiga pertence é de Estevão Pereira da Silva, que se uniu a Vitória das Neves em 1675.