Em 29 de dezembro de 1880, estreou em Paris a ópera “La Mascotte”, do compositor Achille Edmond Audran, e dos libretistas Alfred Duru e Henri Chivot, que se tornaria um grande sucesso. Teve um total de 472 apresentações. A personagem principal do espetáculo era Bettina, uma jovem camponesa que tinha poderes místicos e trazia sorte.

Na língua provençal, que veio antes do francês moderno, “mascoto” era uma gíria para se referir a “feitiço”, e “mascotte” acabou se tornando uma palavra com sentido de talismã, amuleto. A partir disso, toda criança que acompanhasse adultos em solenidades passou a ser chamada de “mascote”. Com o tempo, personagens criados para dar sorte a clubes, eventos e empresas passaram a ser chamados de mascotes também.

A mulher de Audran, que era da região francesa de Provence, ganhou um amuleto de um irmão que era marinheiro. Ela tratava a peça como “mascotte” por dar sorte. Audran teve, então, a ideia de que uma pessoa também poderia ser uma mascote e sugeriu isso como tema de uma ópera a seus dois colaboradores, Duru e Chivot.