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Curiosidades sobre 20 compositores da música brasileira

24 de abril de 2019

1. Braguinha
O músico foi responsável pela versão brasileira das canções de animações da Disney como Branca de Neve e os Sete Anões (1938), Pinóquio (1940), Dumbo (1941) e Bambi (1942). Compôs, ao lado de Pixinguinha, o eterno clássico do choro “Carinhoso”.

2. Caetano Veloso
Aos 4 anos de idade, Caetano compôs sua primeira canção. Antes de se dedicar definitivamente à música, Caetano trabalhou como crítico de cinema para o Diário de Notícias na década de 60. Seu chefe era ninguém menos que Glauber Rocha. Foi com os contatos do jornal que conseguiu seu primeiro trabalho musical: compor a trilha sonora da peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues.

3. Chico Buarque
Quando criança, o cantor tinha um álbum de recortes com fotos de cantores do rádio. Ele compôs suas primeiras músicas aos 9 anos de idade. Eram marchinhas de carnaval. A marcha-rancho “A Banda”, que ganhou o 1º Festival da Música Popular Brasileira (1966), foi traduzida para diversos idiomas. Ela também entrou para o repertório da Band of Irish Guards, uma das corporações musicais que se apresentam durante a troca de guarda do Palácio de Buckingham, na Inglaterra.

4. Chico Science
O pernambucano era conhecido como o “cientista dos ritmos”. Fundou, nos anos 90, o manguebit, movimento de contracultura que faz uso da diversidade musical para fazer uma crítica social. Morreu aos 33 anos, vítima de uma falha do cinto de segurança em um acidente de carro.

5. Chiquinha Gonzaga
Quando Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a primeira compositora de música popular brasileira, se viu obrigada a escolher entre o marido e o piano, não teve dúvidas: “Senhor meu marido, fico com o piano, porque eu não posso viver sem harmonia”. O casal se separou. Ela produziu cerca de 2 mil músicas. A mais conhecida é “Ó abre alas”, de 1899, considerada a nossa primeira marcha carnavalesca. Chiquinha Gonzaga lutou durante sua vida pelos direitos autorais de sua música. Na sociedade machista da época, muitos não acreditavam que era ela quem fazia suas músicas. Chiquinha foi a primeira no Brasil a reivindicar esse direito do compositor.

6. Dorival Caymmi
Aos 13 anos, Dorival parou de estudar para trabalhar no jornal O Imparcial, que fechou em 1929. Seu emprego seguinte foi em uma distribuidora de bebidas. Foi demitido depois que, junto com amigos, decidiu experimentar as amostras do estoque. Gravou 28 discos, incluindo parcerias, e compôs 120 canções. O baixo número de composições deu a Caymmi a fama de preguiçoso.

7. Gilberto Gil
Apesar da ligação com o meio musical, Gilberto Gil não guarda discos em casa e raramente ouve música. Tocar violão no tempo livre, só de vez em quando. Gil é formado em administração de empresas pela Universidade da Bahia. Seu primeiro emprego foi como fiscal da alfândega em Salvador. Depois, ele trabalhou na Gessy Lever, em São Paulo.

8. Heitor Villa-Lobos
Villa-Lobos estreou como músico “modernista” na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Apresentou “Sonata nº 2”, “Danças Características Africanas”, “Quarteto Simbólico” e “Impressões da Vida Mundana” em meio a vaias e urros da plateia. Em um dos concertos, entrou de casaca e de chinelos, porque estava com gota em um dos pés. Era um mitômano assumido (tinha mania de contar mentiras). Uma das histórias mais conhecidas envolvendo seu nome é a de que teria escapado por pouco de ser devorado por índios antropófagos.

9. João Gilberto
Quando ensaiava a música O pato, João Gilberto fez vários testes para saber o quanto poderia cantar baixinho e ainda assim ser ouvido. Ele deixava a porta do apartamento do colega Ronaldo Bôscoli aberta e sussurava o pato, o pato do outro extremo do corredor. Um dos ensaios precisou ser interrompido porque Astrud, o gato de sua esposa, caiu do parapeito da janela. Os músicos inventaram que Astrud teria cometido suicídio porque não aguentava mais ouvir João Gilberto cantando O pato.

10. Jorge Ben
Seu primeiro sucesso, “Mas Que Nada”, foi apresentado pela primeira vez em 1963 no Beco das Garrafas, casa noturna de Copacabana. A música é o hit em português mais executado nos Estados Unidos.

11. Luiz Gonzaga
Antes de gravar o primeiro álbum cantado, em 1945, Luiz Gonzaga já havia lançado 32 instrumentais. Gonzagão tinha o hábito de presentar com sanfonas quem ele achasse que tinha talento. Joquinha Gonzaga, sobrinho do músico, é o único sanfoneiro vivo da família. Ele está tentando convencer seu filho Luiz Januário a manter a tradição. Uma ave inspirou Luiz Gonzaga a compor sua música mais conhecida. A Asa Branca é considerada a maior pomba do país, tem de 34 a 37 cm e exibe uma grande faixa branca nas asas.

12. Lupicínio Rodrigues
Uma greve de condutores de bonde serviu de inspiração para Lupicínio compor o hino do Grêmio. Por isso, a música começa com a frase “Até a pé nós iremos”. O samba “Vingança”, um de seus maiores sucessos, tem uma história engraçada. Lupicínio se apaixonou por uma prostituta carioca e a levou para morar em seu sítio. Viajou e, ao voltar, descobriu que ela havia seduzido o caseiro.

13. Milton Nascimento
Quando criança, seu apelido era Bituca, por causa do bico que fazia quando era contrariado. O Clube da Esquina foi criado em 1970. O nome era uma referência aos encontros musicais de Márcio e Lô Borges, Wagner Tiso, Milton Nascimento e Beto Guedes na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Teresa, em Belo Horizonte.

14. Pixinguinha
O apelido de Alfredo da Rocha Viana Filho vem de pizidim (“menino bom”, no dialeto africano falado por sua avó) e bexiguinha, como era chamado na época em que contraiu varíola. O músico foi fonte de pesquisa de Mário de Andrade para o livro Macunaíma. O escritor recolheu depoimentos sobre rituais de candomblé frequentados por Pixinguinha. Como forma de homenagem, Mário de Andrade colocou o músico dentro de seu livro. Ele é representado pelo “negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão”, do episódio em que é retratada uma sessão de macumba.

15. Raul Seixas
Seu apelido de infância era Raulzito. Certa vez, a mãe dele, Maria Eugênia Santos Seixas, chegou em casa e o encontrou dentro da geladeira com o nariz sangrando. Era uma aposta entre ele e seu irmão Plínio para ver quem conseguia ficar mais tempo dentro do refrigerador. Raulzito não gostava de estudar. Repetiu cinco vezes a 2ª série do ginásio.

16. Renato Russo
Renato sofria de uma rara doença óssea chamada epifisiólise, que causa a morte do tecido que protege a “cabeça” do fêmur. Ele descobriu o problema aos 15 anos, e precisou passar por uma cirurgia. Depois, teve de passar seis meses em repouso absoluto. Renato declarou mais tarde que aproveitou esse tempo para ouvir música, e, no fim das contas, o período de recuperação acabou contribuindo para sua formação musical.

17. Roberto Carlos
O disco Louco Por Você (1961), de Roberto Carlos, é o mais cobiçado do mercado brasileiro. Foram feitas apenas 500 cópias, e o disco nunca mais foi relançado. Entre os colecionadores, é cotado em até 3 mil reais. Ao contrário de quase todos os seus outros LPs, não há a foto de Roberto na capa. O cantor e compositor já vendeu cerca de 85 milhões de discos no mundo ao longo da carreira. Em 1994, tornou-se o primeiro artista latino-americano a vender mais discos que os Beatles.

18. Tim Maia
O músico tinha 18 irmãos. Ele compôs sua primeira canção aos 8 anos. Tocou com Roberto e Erasmo Carlos no grupo de rock Os Sputniks. Foi ele quem ensinou a Erasmo os primeiros acordes de violão.

19. Tom Jobim
“Incerteza” foi a primeira música composta por Tom Jobim a ser gravada. O cantor Mauricy Moura foi o intérprete. Tom Jobim chegou a tentar uma carreira de ator, mas não foi longe. Ele aparece no filme Pluft, o Fantasminha (1962), dirigido pelo francês Jean Romain Lesage. Em 1968, a música “Sabiá”, escrita por Tom em parceria com Chico Buarque, ganhou o 3º Festival Internacional da Canção da Globo. O público não gostou do resultado e vaiou os compositores.

20. Tom Zé
Tom Zé estudou na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, mesmo lugar por onde passaram Gilberto Gil e Caetano Veloso. Foi professor de música no início da carreira. Um de seus alunos foi Moraes Moreira.

 

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