CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Em dezembro de 1961, aos 17 anos, Chico Buarque e um vizinho roubaram um Peugeot. Foram pegos pela polícia, apanharam muito e foram levados algemados. Passaram a noite no Juizado de Menores e só saíram na manhã seguinte, liberados por Miúcha, irmã de Chico. Durante 6 meses, ele ficou em liberdade condicional.

Chico ainda foi preso em outras 3 ocasiões: para comemorar a sua entrada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP, ele subiu na mesa de um restaurante em Itanhaém (SP) e começou a fazer um discurso enquanto atirava ovos nos outros clientes; junto com um grupo de amigos, derrubou um muro em Santos (SP); e provocou uma batida de carro, ainda que sem gravidade, em São Paulo.

Sistematicamente censurado, Chico adotou os pseudônimos Julinho da Adelaide e Leonel Paiva para aprovar algumas de suas composições. Quando a farsa foi descoberta, os censores passaram a exigir que toda letra apresentada viesse acompanhada de cópia da carteira de identidade do compositor.

Em sua música Pedro pedreiro, de 1965, a palavra esperando é repetida 36 vezes.

O nome do time de futebol criado por Chico é Politheama. Ele joga como centroavante. Na década de 1970, ele chegou a fazer um teste no time do Juventus, de São Paulo, mas não foi aprovado. Seu maior ídolo no futebol é o craque Pagão, que jogou no Santos.

Por ocasião do nascimento de Silvia, recebeu de presente do cantor Cyro Monteiro uma camisa para bebê do time de futebol Flamengo. Chico é torcedor do Fluminense. Ele respondeu à provocação escrevendo a canção Ilmo. Sr. Cyro Monteiro ou Receita para virar casaca de neném.

A escola de samba Mangueira o escolheu como tema de seu desfile em 1998. A homenagem valeu a pena: a Verde-Rosa sagrou-se campeã naquele ano.

O músico recebeu em 10 de setembro de 2004 o prêmio Jabuti de Livro do Ano de Ficção pela obra Budapeste. Os ganhadores da categoria levam, além de um troféu, 15 mil reais.