No auge do sucesso, a atriz Jacqueline Myrna fez as malas e se mudou para os Estados Unidos. Ficamos 40 anos sem notícias da maior sex symbol da TV brasileira dos anos 1960. Até que Jacqueline foi encontrada em 2014 num trabalho de investigação de Marcelo Duarte. Ela volta ao programa agora no dia em que comemora aniversário para contar novas histórias de sua carreira.

Nascida em Bucareste, na Romênia, em 4 de dezembro de 1944, ela chegou ainda adolescente ao Brasil e aqui conseguiu emprego como bailarina na TV Excelsior de São Paulo. Começou a fazer pequenas participações como atriz, sobretudo no programa “Moacyr Franco Show”. Contratada pela TV Record, ela começou a participar da “Praça da Alegria”, contracenando com Manoel de Nóbrega. Por ter morado muito tempo em Paris, ela tinha um forte sotaque francês. Isso lhe ajudou a ganhar logo o posto de sex symbol da TV brasileira nos anos 1960. O bordão “Brasileirro é tão bonzinho” se tornou um clássico. Os “erres” carregados eram um charme, ainda mais quando ela se referia à cidade de Araraquara  (“Arrarraquarra”), no interior de São Paulo.

Jacqueline Myrna

Jacqueline Myrna também participou de alguns filmes, como “As Amorosas”, “As Cariocas” e “As Confissões de Frei Abóbora”, onde contracenou com Tarcísio Meira. No início dos anos 1970, ela foi contratada para fazer um seriado nos Estados Unidos. Viajou… e dela nunca mais se soube. Até que gente muito curiosa resolveu descobrir seu paradeiro e a reencontrou.