Abará: É a mesma massa do acarajé, porém mais temperada; é embrulhada em folhas de bananeira e cozida no vapor.
Acarajé: Bolinho de pasta de feijão-fradinho e cebolinha ralada, frito no dendê e servido com camarão seco moído e molho de pimenta malagueta. Na Bahia, consome-se cerca de 12 milhões desses bolinhos por mês.
Afogado: Prato típico da festa do Divino Espírito Santo. É feito com acém, toucinho fresco e picado, pele de porco aferventada no sal, cebola, tomate, alho, louro, pimenta-do-reino, colorífico, salsa e cebolinha, sal.
Ambrosia: Creme feito com leite e ovos cozidos. Originário de Minas Gerais, é preparado também em São Paulo.
Angu: Os escravos misturavam uma polenta de fubá com restos de porco (carne, coração, fígado, língua e banha), azeite-de-dendê, quiabo, folhas de nabo e pimentão.
Arroz de capote: Arroz misturado com pedacinhos de carne de galinha d´angola.
Arroz de carreteiro: Arroz feito com carne de charque (carne de gado bovino, salgada e seca). Era o alimento das carreatas que cruzavam o interior do Rio Grande do Sul.
Arroz doce: Tradicional de Portugal, a sobremesa é preparada com arroz, leite e açúcar, perfumada com casca de limão e canela. Entre as famílias ricas de Portugal, ele era presença obrigatória em dias de festa. Daí a expressão “arroz-de-festa” para aquela pessoa que não falta em nenhum evento.
Arroz-de-hauçá: Arroz branco coberto por carne seca frita no dendê, camarão seco e coentro; provavelmente foi criado pelos escravos africanos da tribo dos hauçás.
Arroz-de-pequi: Iguaria goiana feita com pequi. Essa frutinha amarela, muita rica em proteínas, é conhecida na região como “carne dos pobres” e tem fama de ser afrodisíaca.
Azul-marinho: Ensopado de peixe com banana-nanica bem verde. Antes de amadurecer, a fruta solta “tanino”, substância que em contato com a água fica azul escura. O prato faz sucesso no litoral paulista.
Barreado: É feito em panelas de barro, com charque, toucinho e temperos e servido com banana assada, batata, farinha e pirão feito com o caldo.
Barriga de freira: Doce português feito de gemas, criado nos conventos. As freiras engomavam os véus de seus hábitos com claras de ovos e criavam delícias com as gemas que sobravam.
Beijo de mulata: Docinho feito de leite condensado, chocolate em pó, nozes moídas e creme de leite.
Beiju: Prato de origem indígena, é uma panqueca feita de massa de mandioca.
Bobó de camarão: Teve origem na Bahia, mas difundiu-se até o sudeste. É um prato de camarão refogado preparado com massa de mandioca cozida.
Bolinho de chuva: A massa é feita com ovos, açúcar, farinha de trigo, leite e fermento em pó. Algumas receitas incluem banana. O bolinho é frito e depois polvilhado com açúcar e canela.
Bolo de rolo: Um tipo de rocambole, formado por camadas finas de pão-de-ló e recheio de goiabada.
Bolo Luiz Felipe: Os portugueses batizavam receitas especiais com nomes próprios ou de suas famílias. Típico do Ceará, esse bolo leva açúcar, ovos, manteiga, leite de coco, coco ralado, farinha de trigo e queijo de coalho ralado.
Bolo Souza Leão: Durante muito tempo, a receita foi guardada a 7 chaves pela família pernambucana Sousa Leão. Hoje sabe-se que leva mandioca e coco.
Buchada de bode: As vísceras do bode são lavadas, aferventadas, cortadas, temperadas e cozidas durante horas no próprio bucho (estômago) do animal. Típico do Rio Grande do Norte.
Caldeirada: Peixe cozido em grande quantidade de água, temperado com cebola, tomate, pimentão e cheiro-verde.
Caldo verde: Sopa portuguesa que foi trazida pela Família Real e se tornou um prato típico do Rio de Janeiro. Leva couve, batata, paio, sal e pimenta-do-reino.
Canjica: Milho amassado e aferventado, com a adição ou não de açúcar e leite.
Carne louca: Sanduíche feito com lagarto fatiado, temperado com tomates, pimentões, cebola, azeitonas, molho inglês, azeite e sal.
Carne-seca: Os cearenses começaram a preparar a carne em mantas, conservadas em sal, para resistir a longas viagens sem estragar. Também é chamada de carne-de-sol, carne-de-vento, carne-do-sertão e jabá. No Rio Grande do Sul, é conhecida como charque.
Caruru: Delícia baiana que leva quiabo, camarão e farinha de mandioca, entre outros ingredientes. A palavra vem do tupi-guarani cáa-reru e significa comida de folhas.
Casquinha de siri: Servida numa concha (casquinha), é feita de um refogado de temperos, azeite e carne de siri. Depois de pronto é polvilhado com farinha de rosca.
Chapéu de couro: Doce feito no Piauí com mamão, rapadura e coco ralado.
Cuscuz: Em São Paulo, é preparado com farinhas de milho e de mandioca, ovo cozido, ervilha, tomate e frango ou sardinha. No Nordeste, leva tapioca cozida no vapor e pode ser doce (com coco) ou salgado (servido com manteiga).
Empadão goiano: Torta salgada fartamente recheada de queijo, carnes de frango e porco, guariroba (palmito típico de Goiás) e temperos.
Feijão de Corda: É um tipo de feijão que cresce em trepadeiras (daí a expressão “de corda”). Os grãos são maiores do que o normal e são muito usado em pratos do interior de São Paulo, Minas Gerais e Nordeste.
Feijão Tropeiro: Típico de Minas Gerais, é preparado com farinha de mandioca e couve e vem acompanhado de torresminho e bisteca de porco.
Feijão verde: Feijão natural da África, foi trazido para o Brasil pelos escravos. É o acompanhamento mais típico para a carne-de-sol.
Furrundu: Doce de mamão verde, coco e rapadura.
Galinha-de-parida: O cozido de galinha caipira, sem muitos temperos, é servido com um pirão de farinha de mandioca. Era o prato dado às mulheres no período pós-parto, daí o nome “de-parida”.
Galinha cabidela: Galinha ao molho pardo, preparada com o sangue da ave.
Lambe-lambe: Prato catarinense feito de mariscos com cascas, cozidos junto com o arroz e temperos verdes.
Manauê: Bolo de fubá, de milho e mel
Maniçoba: Cozido que leva alguns ingredientes da feijoada, folhas de mandioca e goma de tapioca. Mistura-se carnes salgadas com folhas de mandioca, que precisam ser cozidas por 7 dias para perder o veneno.
Manteiga de garrafa: Manteiga derretida e engarrafada, para ser usada como tempero. Quando começa a se solidificar, coloca-se a garrafa numa vasilha de água quente para a manteiga derreter.
Maria-Isabel: Prato típico do Piauí, é um arroz misturado com pedacinhos de carne seca.
Mexido: No Rio Grande do Sul, é o feijão ou carne picada que se prepara em panela, com farinha de mandioca.
Mocotó: Prato preparado com as patas do boi.
Moqueca: A moqueca capixaba leva postas de badejo, pargo ou robalo, molho de azeite doce de oliva, cebolinha verde, cebola, tomate e óleo de urucum e é preparada em panela de barro. A moqueca baiana troca o urucum pelo leite de coco ou azeite de dendê.
Mogunzá: Espécie de mingau de milho e leite de coco, perfumado com cravo e canela.
Mossuã: Aperitivo típico no Parã, era feito com a carne da tartaruga mussuã, que estava em risco de extinção. Hoje a receita é preparada com músculo de boi e servida em casquinha de caranguejo.
Não-me-toque: Doce que desmancha facilmente nos dedos. É feito com tapioca de goma, leite de coco e açúcar.
Paçoca de pilão: Carne-de-sol batida no pilão com farinha de milho, servida com arroz, feijão verde e mandioca. Típico do Rio Grande do Norte.
Paçoca de pinhão: Carne desfiada com pinhão cozido e moído, refogado com toucinho e temperos verdes. Vem da região serrana de Santa Catarina.
Paçoquinha: A versão doce da paçoca de pilão leva amendoim moído, açúcar e manteiga bem misturados. É típica de festas juninas.
Pamonha: Trazida pelos escravos africanos, leva milho ralado com leite e açúcar, formando um caldo grosso. É colocada na própria palha do milho em forma de saquinho. Os goianos gostam da pamonha salgada, recheada com queijo ou linguiça.
Pato no tucupi: Prato de festas na região Norte, originário do Amazonas e do Pará. O pato é assado e servido com tucupi (sumo da mandioca brava ou amarela), jambu (leguminosa cozida que dá leve dormência nos lábios), arroz e farinha d`água ou farinha do arini.
Pão-de-queijo: Iguaria mineira criada no século XVIII. A tradicional receita leva leite, ovos, queijo-de-minas curado e ralado e polvilho, a parte nobre da mandioca.
Pé-de-moleque: Doce feito com rapadura e amendoins inteiros. Depois de frio, é cortado em losangos. Servido nas festas juninas do interior paulista.
Pirarucu de casaca: Prato amazônico que leva pirarucu, desfiado, azeitonas, ovos cozidos e banana frita, sempre acompanhado de frutas regionais, como o cupuaçu. Pode ser preparado também com surubim ou tucunaré.
Puchero: Sopão gaúcho com muitos legumes e verduras, carne com osso, ossos com tutano e rabada.
Queijo de coalho: O coalho é a parte do estômago retirado da ovelha ou da cabra para fazer coalhar o leite.
Quibebe: Pirão de abóbora.
Rabada: É preparada com rabo de boi, mais tempero verde, tomate, pimentão, pedacinhos de mamão, vinagre e suco de limão.
Revirado cuiabano: Carne picadinha com molho.
Romeu e Julieta: Doce que mistura goiabada e queijo fresco.
Roupa velha: Típico do Rio Grande do Sul, é preparado com charque desfiado, cebola picada e farinha de mandioca para engrossar.
Sarapatel: É preparado com tripas e miúdos de porco cozido, ao qual se acrescenta o sangue do suíno na hora de servir.
Sarrabulho: Variação do sarapatel, em que o sangue e os miúdos cozidos de porco são misturados com temperos verdes e fervidos num caldeirão com água. É servido com farinha.
Sururu: Uma espécie de molusco muito apreciado em todo o Nordeste. É usado em vários pratos, mas pode ser comido também cru, com limão e sal.
Tacatá: Sopa feita com goma de mandioca, temperado com tucupi, camarão e jambu (verdura). O prato, típico na região Norte, é servido em cuia, como manda a tradição indígena.
Tapioca: É feita com goma de mandioca. O recheio varia, mas pode ser acompanhado de manteiga, leite condensado ou queijo coalho assado.
Topada: Picadinho cearense com carne-seca e arroz-da-terra.
Torta capixaba: É uma mistura de moquecas, servida no Espírito Santo durante a Semana Santa. Predominam peixes e frutos do mar (caranguejo, siri, ostra, sururu, camarão e peixes), cobertos por ovos batidos e assados em vasilha de barro.
Tubalhau: Típico de Fernando de Noronha, é feito da carne de 13 espécies de tubarão. Costuma ser servido cozido ou em forma de bolinhos com macaxeira.
Vatapá: Originário da Bahia, normalmente é preparado com leite-de-coco, camarão, amendoim e temperado com sal, cebola e pimenta. A farinha utilizada pode ser de trigo, flor de milho ou pó-de-arroz.
Xinxim de galinha: Guisado de galinha, com sal, cebola e alho, ralados, que recebem ainda azeite-de-dendê e camarões secos, amendoim e castanha de caju moídos.
