1. Após a vitória na Revolução de 1930, o presidente Getúlio Vargas não cumpriu as promessas que havia feito antes de assumir o cargo. Paulistas, mineiros e gaúchos exigiam uma nova Constituição, devolvendo o país à legalidade política. O movimento foi crescendo e se transformou na Revolução Constitucionalista de 1932. REVOLUÇÃO DE 1932
  2. Os paulistas iniciaram o movimento depois que quatro rapazes foram mortos numa manifestação contra o governo no dia 23 de maio de 1932, na esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República, em São Paulo. MMDC foi a sigla formada com as iniciais de Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, os quatro mortos.
  3. A revolução armada começou no dia 9 de julho, mas os mineiros e os gaúchos não mandaram suas tropas para ajudar os paulistas. Por isso, três meses depois de seu início, o governo federal venceu os revolucionários. A rendição foi assinada na cidade de Cruzeiro (SP). Oficialmente, os paulistas contabilizaram 634 mortos. Os aviões do governo federal que bombardearam São Paulo eram conhecidos como “vermelhinhos”.
  4. São Paulo realizou uma grande campanha entre a população para a arrecadação de joias e objetos de ouro. Foi a maneira encontrada para levantar fundos para equipar os 30 mil homens que foram à luta. As indústrias ajudaram fabricando capacetes e munição. Várias empresas ajudaram os soldados de 1932 com alimentos e roupas. Uma delas foi a cervejaria Brahma, que distribuiu chope para os combatentes.
  5. O professor Otávio Teixeira Mendes, do batalhão de Piracicaba, criou um instrumento chamado “matraca”. Ao rodar uma manivela, uma roda dentada tocava numa lâmina de aço, provocando um som parecido ao de uma metralhadora. Como o exército paulista tinha poucas armas, as matracas eram úteis para assustar os inimigos e retardar o seu avanço.
  6. A sigla MMDC representa os nomes dos quatro rapazes mortos no levante de 23 de maio: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. Uma lei promulgada em 2004 acrescentou à sigla MMDC a letra A. Ela se refere a Alvarenga, sobrenome de Orlando de Oliveira. Supõe-se que o rapaz também teria morrido nos conflitos contra aliados de Getúlio Vargas em 23 de maio de 1932. A decisão de incluí-lo no grupo de combatentes causou polêmica. Há dúvidas sobre a data dos ferimentos de Alvarenga. Acredita-se que ele tenha sido ferido apenas em agosto, pois há um espaço de tempo em que seu nome não consta na relação de internos do hospital.
  7. Euclydes Bueno Miragaia, filho de José Miragaia e Emília Bueno Miragaia, nasceu no dia 21 de abril de 1911, em São José dos Campos. Ele cursou a Escola de Comércio Carlos de Carvalho até o terceiro ano e se transferiu para a Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo. Miragaia trabalhava como auxiliar de cartório quando morreu, aos 21 anos.
  8. Mário Martins de Almeida, filho do coronel Juliano Martins de Almeida e Francisca Alves de Almeida, nasceu na cidade de São Manuel, no interior de São Paulo, em 8 de fevereiro de 1901. Estudante do colégio Mackenzie, Martins morreu aos 31 anos e foi sepultado no cemitério da Consolação.
  9. Dráusio Marcondes de Souza tinha 14 anos quando morreu. Ele nasceu em São Paulo, no dia 27 de setembro de 1917, e era filho de Manuel Octaviano Marcondes de Souza e Ottília Moreira da Costa Marcondes. Depois de ser atingido no conflito, Drausio passou quatro dias no hospital. Morreu em 28 de maio e foi sepultado no cemitério da Consolação.
  10. Antônio Américo de Camargo Andrade, filho de Nabor de Camargo Andrade e Hermelinda Nogueira de Camargo, morreu aos 31 anos. Ele era casado com Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.

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