Piolin (Abelardo Pinto)
Era filho dos proprietários do Circo Americano. Em 1922, foi reconhecido pelos intelectuais da Semana de Arte Moderna como um artista genuinamente brasileiro e popular. Seu apelido, que quer dizer “barbante”, foi dado por um grupo de espanhóis com os quais contracenou em um espetáculo beneficente, que o achavam muito magro e com pernas compridas.

Benjamin de Oliveira
É considerado por muitos o “Rei dos Palhaços do Brasil” e o primeiro palhaço negro do país. Natural de Pará de Minas (MG), fugiu de casa para se dedicar ao circo quando jovem. Acabou virando palhaço por acaso: o palhaço que trabalhava em sua companhia adoeceu e não havia ninguém para substituí-lo. Acabou fazendo muito sucesso, sendo homenageado até pelo então presidente Floriano Peixoto.

Torresmo e Pururuca (Brasil José Carlos Queirolo e Brasil José Carlos)
Pai e filho, Torresmo e Pururuca passaram a se apresentar juntos em 1964, quando Torresmo perdeu o parceiro Fuzarca. A dupla comandou o programa O Grande Circo, na TV Bandeirantes, de 1973 a 1982, quando Torresmo precisou se retirar para tratar problemas de saúde. Ele voltou ao ar em 1987 com o Programa Bombril. Ficou famoso pelo bordão “assim eu não aguento”, sempre respondido pelas crianças com um “aguenta!”.

Carequinha (George Savalla Gomes)
Sua mãe era trapezista e sentiu as dores do parto enquanto se apresentava. Começou a trabalhar como palhaço com 5 anos de idade. Apesar do apelido, que foi dado por seu padrasto, tinha uma vasta cabelereira. Foi o primeiro artista de circo a trabalhar na televisão, na TV Tupi. Também gravou discos e participou de diversos filmes. Carequinha morreu aos 90 anos, em 5 de abril de 2006.

Arrelia (Waldemar Seyssel)
Entrou pela primeira vez em uma arena de circo com apenas 6 meses de idade, para participar de um quadro que precisava de um bebê chorão. Paranaense, era formado em Direito. Virou palhaço a contragosto. Os irmãos e o pai o maquiaram e colocaram na arena à força, e ele, com raiva, chutou a primeira pessoa que estava na arena. O homem partiu atrás do palhaço e o público caiu na gargalhada. Arrelia morreu no dia 23 de maio de 2005, aos 99 anos, vítima de uma pneumonia.