Uma startup americana de biociência chamada Colossal – criada pelo empresário de tecnologia Ben Lamm e pelo geneticista George Church, da Harvard Medical School – se lançou num desafio pra lá de colossal. Com uma tecnologia de manipulação genética, a empresa pretende “reviver” o mamute peludo (ou lanoso). O plano é trazer essa criatura extinta há quatro mil anos de volta à vida até 2030.

A empresa reconhece que reviver o mamute de volta exatamente como era há milênios não é viável. Por isso, a equipe decidiu criar um “híbrido de elefante com mamute, geneticamente modificado com características para ajudá-lo a sobreviver no Ártico.”

MAMUTE

A Colossal planeja criar esses híbridos de elefantes com embriões criados em laboratório. Isso seria feito com células da pele de elefantes asiáticos ameaçados de extinção e “reprogramando-as” em células-tronco versáteis imbuídas de DNA de mamute. Segundo a empresa, o DNA dos elefantes asiáticos e dos mamutes são 99,6% iguais. O resultado seria um elefante com características essenciais de mamute, como seu longo cabelo e camadas de gordura isolantes. “Nosso objetivo é fazer um elefante resistente ao frio, mas terá a aparência e o comportamento de um mamute”, explica Church.

Depois da desextinção do mamute, a ideia da Colossal é passar a criar outras espécies atualmente extintas, ao mesmo tempo em que aumentará os esforços para a conservação de animais ameaçados de extinção. A empresa levantou 15 milhões de dólares em financiamento de vários investidores para este projeto. O projeto foi visto com ceticismo por vários especialistas.