A África do Sul é o país com mais pessoas infectadas pelo AIDS do mundo. Ao todo, são 5,7 milhões de pessoas, o que equivale a 18,1% da população do país. Para se ter uma noção da dimensão da situação, no Soccer City (o estádio onde a seleção Brasileira derrotou a Costa do Marfim por 3 x 1) lotado, com os 88 mil lugares ocupados, 16 mil dessas pessoas seriam portadoras do vírus HIV, estatisticamente.
Em abril de 2010, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, deu início a uma campanha nacional contra a epidemia. O objetivo é realizar, até 2011, testes de HIV em 15 milhões de sul-africanos. Em 2009, foram apenas 2,4 milhões. Além disso, o plano pretende aumentar o fornecimento do tratamento com antirretrovirais para 1, 5 milhão de infectados, contra 1 milhão no ano passado.

E o que a Copa tem com isso? Em alguns estádios, é possível conseguir caixas de preservativos nos banheiros. Mas as caixas ficam jogadas em cima das pias e não parecem chamar a atenção dos torcedores. Mas e a distribuição gratuita, oficial, na porta dos estádios e em eventos do Mundial? A FIFA proibiu. Segundo a entidade máxima do futebol, os governos locais foram encorajados a instalar serviços de orientação sobre saúde para torcedores Mundial, mas isso não inclui distribuição de camisinhas na porta dos estádios.